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Administrador da Salimpa refuta acusações de suposto sumiço de documentos

Rui Ramos também nega ter despedido os trabalhadores mormente ter retirado “propositadamente” as centralinas dos camiões de recolha.

 

O administrador da Salimpa, Rui Ramos,  refutou nesta terça-feira todas as acusações feitas pela Câmara Municipal do Sal, afirmando que o edil Júlio Lopes “mente com os dentes todos que tem na boca”, manifestando-se disposto a provar as “inventonas”.

“Os resultados da Salimpa nos mais de sete anos falam pela minha responsabilidade na gestão. Os factos comprovados e comprováveis nos últimos sete exercícios demonstram as minhas capacidades de gestão e estão à disposição das autoridades todas para que possam constar o seu desespero em lançar calúnias para intoxicar a opinião pública”.

Rui Ramos reagia assim às acusações de gestão danosa e actos ilegítimos que tenha praticado enquanto administrador/delegado da Salimpa, resultante da guerra instalada com a câmara – accionista maioritária da empresa de limpeza urbana -, por “deficiente” serviço de recolha de lixo na ilha.

“Só um cego não via que a intenção clara deste executivo municipal era acabar com a Salimpa. O Dr. Júlio Lopes embarca, como sempre fez, no insulto pessoal e nas conclusões ‘ditatoriais’ que lhe são características, para desviar as atenções das suas incapacidades em resolver os problemas do lixo no Sal. Mas aquele que não era responsabilidade da Salimpa”, apontou o responsável.

Quanto ao paradeiro dos “documentos importantes” da empresa Salimpa a que é acusado de ter dado sumiço, Rui Ramos assegura que estão devidamente salvaguardados, que de nada valeria fazer desaparecer o que quer que seja já que, conforme explica, a sua actuação foi já auditada e julgada pelos accionistas da Salimpa até 31 de Dezembro de 2016.

Rui Ramos, que também nega ter despedido os trabalhadores mormente ter retirado “propositadamente” as centralinas dos camiões de recolha, disse esperar tranquilamente pelas acções que se entenda intentar para demonstrar qualquer gestão danosa ou actos ilegítimos que tenha praticado enquanto administrador da Salimpa.

“Ninguém despediu nenhum trabalhador. Quanto às famosas centralinas tenho documentação que comprova a necessidade de serem submetidas à actualização no computador da marca, bem como documento da Ajfândega do Sal a comprovar a sua saída para tal operação”, justificou.

Também munido de documentos, referindo que o final desta história e o interesse público “em que se escudou para tal crime” serão os tribunais a julgar, a mesma fonte disse que o administrador “não foge” e dará todas as informações que tiver a dar a quem de direito.

Recorda, por outro lado, que a Salimpa já intentou uma acção de cobrança coerciva ao Município do Sal, de cerca de 26 mil contos que já estavam vencidos, entre outros incumprimentos, notificados antes da rescisão do contrato.

“A Salimpa nasceu da visão rasgada e ímpar do autarca que transformou por completo a ilha do Sal, Jorge Figueiredo, e suas equipas, cresceu durante sete anos com os esforços dos accionistas e trabalhadores, e foi vítima de homicídio qualificado por parte do executivo liderado por Júlio Lopes”, comentou Rui Ramos.

Fonte: Inforpress

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