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Cidade da Praia com 43 casos de paludismo autóctone este ano

Serviços de vigilância acham “pouco normal”.

O concelho da Praia registou até 20 de Julho do corrente, 43 casos de paludismo autóctones, revelaram hoje dados do Serviço de Vigilância e Respostas às Epidemias da Direcção Nacional de Saúde (SVRE).

Segundo informações deste serviço, a que a Infropress teve acesso, o pico de registo ocorreu durante o mês de Julho com 36 casos, sendo “pouco normal” a ocorrência de casos de paludismo nesta época de ano, antes das precipitações, referem.

De acordo ainda com a notificação do SVRE, nove casos foram registados em Achada Santo António, cinco em Ponta Belém, cinco em Achadinha e os restantes nos diversos bairros que circundam a Cidade da Praia.

O número de casos de paludismo registado no ano de 2016 é de 47 casos, sendo que dados registados em 2017 até o dia 20 de Julho revelam já 43 autóctones.

Entretanto, contactado pela Inforpress para explicar a situação, o ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, defendeu que o aumento de casos de paludismo autóctones no país não significa “regressão no combate anti-vectorial”.

“Nós não descuramos da realidade, mas se hoje há maior detectação é porque há um serviço de vigilância que funciona e que permite detectar os casos. A evolução do paludismo é sazonal  e estamos numa fase de pré eliminação, o que significa que num ano, a incidência de novos casos de paludismo deve ser inferior a 1/mil”, disse.

De acordo com o ministro, situando no tempo, no ano passado a incidência de novos casos de paludismo no país foi de 0,8/mil, um número, segundo disse, “muito baixo”.

Entretanto, perante o facto de que só no concelho da Praia até 20 de Julho registou-se 43 casos de paludismo autóctone, Arlindo de Rosário fez questão de lembrar que a Delegacia de Saúde da Praia tem mais de 80 trabalhadores a fazer o controlo no terreno.

“A luta anti vectorial não cabe apenas ao Ministério da Saúde, mas a vários outros ministérios e à sociedade civil. Tem de haver um trabalho concertado, e é nesse âmbito que defendemos o projecto ‘One Health’ que inclui a saúde humana, ambiental e animal”, explicou.

A propósito do que eventualmente possa estar a falhar na luta contra os mosquitos para que haja um aumento de casos de paludismo autóctone, o ministro sublinhou que a questão deveria também ser colocada ao Ministério do Ambiente e à população, a quem cabe a tarefa de manter limpa o redor da sua casa.

De acordo com o governante, se houver uma visão mais holística do programa talvez “possa haver solução” para o combate anti-vectorial, enfatizou.

Inforpress

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