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Exigência de explicações para visto de fronteira lesa o turismo em Moçambique

"Cidadãos de países normalmente emissores de turistas para Moçambique voltam sempre à origem e não há razões para desconfiar que não regressarão"

O presidente da Federação Moçambicana de Turismo e Hotelaria (FEMOTUR), Quessanias Matsombe, disse nesta sexta-feira à Lusa que a ação dos serviços de migração moçambicanos de condicionarem a concessão do visto de fronteira está a lesar o setor.

Quessanias Matsombe disse mesmo que é uma situação que viola o espírito do compromisso assumido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e pelo Governo, no sentido de remover os obstáculos ao turismo no país, tal como referido em encontros com os operadores do ramo.

“Estamos surpreendidos e desiludidos com essa situação, pois temos defendido que os condicionalismos na obtenção do visto são um estrangulamento ao desenvolvimento do turismo e da restauração no país”, afirmou Quessanias Matsombe.

Já o porta-voz do SENAMI, Cira Fernandes, afirmou que a exigência de uma fundamentação para a emissão do visto de fronteira é uma medida necessária à segurança do país, pois impede a entrada de estrangeiros que possam representar um perigo.

“Não está abolido o visto de fronteira para estrangeiros de países onde Moçambique tem representação diplomática ou consular, o que se exige é uma fundamentação para a preferência pelo visto de fronteira”, declarou Cira Fernandes.

Segundo a mesma fonte, a exigência está explicita na alteração introduzida no início deste ano pelo decreto governamental sobre a concessão do visto de fronteira e não é uma vontade arbitrária dos serviços de migração.

“Cidadãos de países normalmente emissores de turistas para Moçambique voltam sempre à origem e não há razões para desconfiar que não regressarão”, declarou a fonte.

O escrutínio dos serviços migratórios é mais apertado para turistas de países com mais imigrantes ilegais em Moçambique, nomeadamente da região dos Grandes Lagos, do Corno de África e da África Ocidental.

“Esses [cidadãos dessas regiões] normalmente estão em trânsito para a África do Sul ou vêm a Moçambique juntar-se a familiares que estão no comércio”, concluiu a fonte.

Fonte DN

 

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