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Centro de Pós-colheita vai ser transferido para o porto de Porto Novo

Até agora o centro só conseguiu tratar cerca de 450 toneladas de produtos agrícolas diversos.

Vão ser instalados os equipamentos mínimos que vão permitir efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas a ser exportados para as outras ilhas.

O centro pós-colheita de Santo Antão, construído em 2010, em Água Doce, arredores da cidade do Porto Novo, no quadro do programa Millennium Challange Account (MCA), vai ser deslocalizado para o porto, para melhor poder servir os agricultores.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) confirmou à Inforpress que o processo de deslocalização já está em curso, assegurando que, “dentro de pouco tempo”, os agricultores vão poder proceder à inspecção dentro do próprio porto, onde ficará situado esse centro.

Segundo o delegado do MAA no Porto Novo, Joel Barros vão ser instalados os equipamentos mínimos que vão permitir efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas a ser exportados para as outras ilhas.

Os agricultores santantonenses, desde a operacionalização do centro em 2013, se têm queixado da “má localização” dessa infra-estrutura, factor que, segundo esses produtores agrícolas, cria vários constrangimentos, entre estes de custos.

Por essa mesma razão, o próprio MAA já admitiu que a infra-estrutura, instalada para contornar o problema do embargo, imposto desde 1984, aos produtos agrícolas de Santo Antão por causa da praga dos mil pés, tem sido, ao longos desses quase cinco anos, “sub-utilizado”.

Os custos de funcionamento e os constrangimentos ainda existentes a nível dos transportes inter-ilhas são outros factores que têm levado ao sub-aproveitamento do centro, que representou um investimento à volta dos 120 mil contos (construção e equipamento).

Até agora o centro, que tem capacidade para processar quase quatro mil toneladas de produtos agrícolas por ano, só conseguiu tratar cerca de  450 toneladas de produtos agrícolas diversos, que foram exportados, sobretudo, para a ilha do Sal.

LN C/Inforpress

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