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Cumprimento da lei salvaguarda o grogue de referência produzido em Santo Antão

O primeiro-ministro admitiu que há produtos que não devem estar no mercado por ser nocivos à saúde pública.

O primeiro-ministro foi confrontado pelos produtores do grogue de Santo Antão, que se queixam da “perda de qualidade” desse produto de referência da ilha, devido ao uso de substâncias proibidas no fabrico do aguardente.

Ulisses Correia e Silva, que terminou na quarta-feira, uma visita de uma semana a Santo Antão, foi confrontado pelos produtores sobre a necessidade de uma maior fiscalização, para que a nova lei sobre a produção do grogue, em vigor deste 2015, se faça cumprir nesta ilha, onde, avançam, o produto está a perder a qualidade.

Segundo escreve a Inforpress, o produtor Graciano Évora, do Tarrafal de Monte Trigo, alertou para o facto de se estar a utilizar substâncias proibidas, como o açúcar refinado e outros, na produção do aguardente em Santo Antão, suplicando para o reforço da fiscalização sobre o cumprimento da lei sobre essa matéria.

“A nossa mensagem é clara. A lei é para cumprir. Se existe alguma situação de incumprimento da lei ou se há falta de aplicação da legislação sobre a matéria, vamos ter que alterar esse quadro”, prometeu o chefe do Governo, para quem “o bom grogue que se produz em Santo deve ser salvaguardado”.

O primeiro-ministro admitiu que há produtos que não devem estar no mercado por ser nocivos à saúde pública, “produtos que são atentados à saúde das pessoas, que não podem estar a circular no mercado”, avançou.

Ulisses Correia e Silva assegurou aos produtores em Santo Antão que o Governo vai proteger o grogue de referência desta ilha, produzido a base de cana sacarina, para que os agricultores se sentem motivados no fabrico de um produto de qualidade.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, defendeu, também, a necessidade de se tomar “medidas efectivas” para que a qualidade do grogue em Santo Antão seja mantida e elevada.

Para o autarca, “há a sensação, de facto, de que neste momento, as coisas não estão a correr bem” , pedindo a intervenção das instituições competentes para a preservação de um produto que constitui a base da economia de Santo Antão.

A fiscalização tem estado no centro das preocupações dos produtores do grogue em Santo Antão, que consideram que a “ausência” da inspecção na safra deste ano tem estimulado o fabrico da aguardente de açúcar e contribuído para a perda da qualidade do produto.

A produção do grogue em Santo Antão, considerado uma das alavancas do desenvolvimento da ilha, rondou, em 2016, dois milhões de litros.

O produto tem sido exportado para alguns países europeus e para os Estados Unidos da América (EUA), onde o produto tem sido muito procurado, segundo os produtores.

JF c/ Inforpress

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