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Fundo do Turismo vai ser capitalizado na Bolsa de Valores

O Fundo do Turismo vai ser capitalizado na Bolsa de Valores de Cabo Verde, como forma de dar resposta às demandas “urgentes” do sector. Outra das novidades é a criação do Instituto do Turismo e Inspeção de Jogos que vai funcionar como um organismo único.

Governo vai avançar, “em breve”, com a capitalização do Fundo do Turismo de Cabo Verde na Bolsa de Valores (BVC). Conforme informações avançadas ao A NAÇÃO, pelo Director Geral do Turismo e Transportes, Carlos Anjos, com esta medida de “antecipação” desse Fundo, o Executivo quer colocar em prática uma série de iniciativas e projectos a curto prazo, de forma a aproveitar o bom momento por que passa o turismo nacional.

“Essa alavancagem é uma forma de podermos, em termos infraestruturais, cumprir todos os desafios que temos neste momento”, diz Carlos Anjos, para quem é preciso que o investimento público acompanhe o investimento privado, nomeadamente, se surgem hotéis é preciso habitação social, é preciso hospitais. “E, com a alavancagem do Fundo, e a sua antecipação de fundos é possível, então, haver esta paridade entre o investimento público e privado”, acrescenta.

Questionado sobre os eventuais riscos que essa “antecipação” poderá trazer, Anjos desdramatiza. “Os operadores internacionais planificam as dormidas com alguma antecedência. Geralmente, eles planificam quantos turistas vão vir, porque têm os pacotes e os acordos feitos com os hotéis, com três anos de antecedência. Depois de fazerem os acordos, eles mesmos têm de os cumprir”.

Isto porque o Fundo do Turismo é alimentado única, e exclusivamente, pela Taxa Turística. Ou seja, a contribuição no valor de dois euros (220 escudos) que cada turista dá, por cada noite de estadia num estabelecimento turístico hoteleiro do país.

Porém, a haver riscos, esses poderão surgir, mais em relação ao chamado “turismo individual” ou complementar, que, tal como admite Carlos dos Anjos, já não é “tão” seguro. “Mas, neste momento, estamos a trabalhar para trazer low costs a Cabo Verde e poder aumentar o turismo alternativo de pessoas que vêm fora dos pacotes habituais”, esclarece.

Embora, como se sabe, o turismo seja dominado pelos pacotes “all inclusive”, o segmento espontâneo de turistas que visitam o arquipélago fora dos pacotes dos grandes operadores que dominam o mercado, tem vindo a crescer mormente em ilhas como Santo Antão, São Nicolau, Fogo ou São Vicente. Sendo, por isso, um activo a ter em conta.

GC

(Leia mais no A NAÇÃO impresso, nº 511, de quinta-feira, dia 15JUN2017)

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