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Indir Martins: O mergulhador que reescreveu a própria história

Aos 28 anos de idade, o mergulhador Indir Martins tem em curso a história da sua própria superação. Depois de ter ficado tetraplégico, por força de uma descompressão durante um mergulho, este santantonense recuperou boa parte dos movimentos corporais e regressou ao mar. Com ajuda de amigos, sonha poder voltar a caminhar pelos próprios pés.

Corria o ano de 2011 e Indir Martins, juntamente com alguns amigos, tinha ido a mergulho pelos lados da praia de Curraletes, no Porto Novo. Era parte da sua rotina normal, enquanto mergulhador, que encontrou no mar um meio de subsistência, mas também uma paixão. O objectivo do grupo era apanhar lagostas, segundo relata Indir.

Já no regresso ao bote, Indir acertou um peixe com a espingarda de mergulho, mas, para a sua infelicidade, o peixe escapuliu. Habituado a cenas do tipo, não hesitou em ir na perseguição do peixe, exagerando na velocidade com que se moveu. O pulmão de Indir ressentiu-se do esforço durante o mergulho e o pior acabou por acontecer.

Isto é, uma vez dentro do bote, o corpo de Indir pouco a pouco foi recaindo e, até chegar às urgências do hospital, deixou de sentir os movimentos corporais. Para sua tristeza, sofrera uma descompressão, um problema comum entre os mergulhadores, o que o deixou tetraplégico. “Eu tive uma descompressão, paralisei todas as partes do meu corpo”, recorda.

Antes do acidente, Indir já tinha ouvido falar do perigo da descompressão, mas nunca pensou que isso lhe pudesse acontecer. “Eu respeitava todas as regras de mergulho, mas não naquele dia em particular. De todas as pessoas no mundo, eu me questionava a razão disso acontecer precisamente comigo”.

Começo

Indir Martins estudou até à terceira classe e reconhece não ter sido bom aluno, muito porque o mar, para ele, falava mais forte do que as aulas. Tinha quinze anos quando começou a encarar o mar e o mergulho como seu modo de vida. “Eu era do tipo que faltava às aulas para ir ao mar. Apesar de me assumir como um multifunções da pesca e mergulho, fui mais talhado para este último”, diz.

O mergulho entrou na sua vida através dos seus tios que já tinham mais experiência no ramo.

Leia mais no Jornal da Edição – 509 de 01 a 07 de Junho de 2017

JF

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