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Fernando Frederico “preocupado” com redução de ligações aéreas para o Maio

O parlamentar reconhece que a rota Maio-Praia é “deficitária”, pelo que é “imperioso” que o Governo se pronuncie sobre a sua subsidiação.

O deputado do PAICV, Fernando Frederico, juntou esta sexta-feira, 2, a sua voz às “preocupações” dos maienses face à supressão dos voos que a TACV vinha realizando às quartas-feiras para a ilha.

“Esta medida é arbitrária porque foi tomada sem aviso prévio”, afirmou o parlamentar eleito nas listas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde pelo círculo eleitoral do Maio, em conferência de imprensa, na Cidade da Praia.

Fernando Frederico adiantou que a referida medida apanhou os maienses de surpresa, incluindo a equipa de futebol “Onze Unidos” que, segundo ele, deveria ter viajado na quarta-feira, 31 de Maio, para São Nicolau a fim de participar na quarta jornada do campeonato nacional, referente ao Grupo A.

Para o deputado, o mais “grave” é o facto de tal medida “acarretar uma diminuição de voos dos TACV” para a ilha, o que, diz ele, vai na “contramão das promessas do MpD (Movimento para a Democracia – no poder) que prometeu ligar diariamente o Maio à Cidade da Praia e, consequentemente, mitigar o crónico problema da falta de acessibilidade reinante”.

Na perspectiva do deputado da oposição, a redução dos voos para a ilha do Porto Inglês representa uma “machadada no propósito de alavancar a vocação turística” do Maio em prol da construção de um “desenvolvimento sustentável e inclusivo e do aumento da competitividade” desta parte do território nacional.

Adiantou, por outro lado, que sabe que a companhia aérea Binter vai iniciar a sua operação para a ilha, a partir de 16 de Junho, com dois voos semanais, sendo uma às segundas-feiras e outras às sextas.

O parlamentar reconhece que a rota Maio-Praia é “deficitária”, pelo que é “imperioso” que o Governo se pronuncie sobre a sua subsidiação.

“Por ser deficitária, dificilmente será mantida por uma companhia que não é de bandeira e, logo, não tem a obrigatoriedade quanto à responsabilidade social”, precisou Fernando Frederico.

Uma outra preocupação do deputado prende-se com o facto, conforme suas palavras, de os aviões da Binter “não estarem adaptados a macas tradicionais” para o transporte dos doentes.

“Exortamos à actual maioria a não emperrar o processo de desenvolvimento e da afirmação da ilha do Maio, enquanto polo de atracção turística de referência no cenário nacional, gizado pelo PAICV, enquanto Governo”, concluiu Fernando Frederico.

C/Inforpress

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