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Gracelino Barbosa: Os bastidores do triplo ouro

Gracelino Barbosa não descarta a possibilidade de procurar por uma nova nacionalidade, a semelhança do que fez o kitesurfista, Matchu Lopes.

Três foram as medalhas de ouro conseguidas por Gracelino Barbosa no campeonato do Mundo de Banguecoque. A isso somou-se a distinção de melhor atleta na cerimónia de encerramento da competição. Entretanto esquecidos, ficam as dificuldades  que o atleta enfrentou nesta aventura pela Tailândia.

A ida de Gracelino ao campeonato do Mundo, nas condições em que foi, pouco fazia prever o que estava por vir. Foram três dias em que o atleta paralímpico se viu envolvido nas provas.  Inicialmente este perspectivava a participação nas modalidades de 100, 200 e 400 metros. Uma vez em Banguecoque, terá optado pelos 110 metros barreira e 400 metros barreira a par dos 100 metros.

Questionado por esta mudança repentina, Gracelino Barbosa, explicou a este online que isso deveu-se a humidade e ao horário apertado, mas também porque se tratava de modalidades chave.

No primeiro dia de competição para Gracelino, enquanto boa parte dos cabo-verdianos ainda dormiam, o atleta conquistava a sua primeira medalha de ouro em Banguecoque, nos 100 metros. O facto suscitou uma atenção especial do governo que, logo se congratulou com o feito. Já na quarta-feira, Barbosa voltaria a repetir a dose, mas desta vez nos 110 metros barreira. Esta quinta-feira o tarrafalense voltou a surpreender Cabo Verde com mais uma de ouro, nos 400 metros barreira.

Esta sucessão de factos despoletou uma enorme onda de partilhas relacionadas com o atleta, o que confirma que as maiores alegrias desta terra recorrentemente acontecem no sector do desporto.

Entretanto essa euforia nacional acontece na maior parte dos casos, sempre que um atleta protagoniza tal feito. Que o diga Márcio Fernandes, Matchu Lopes ou Zezinha Andrade. Estes são apenas alguns dos nomes numa lista que se estende um pouco mais.

A preparação de Gracelino para o campeonato do mundo da Tailândia foi precedida de questões negativas como o facto do seu principal patrocinador ter cancelado o habitual apoio, logo após os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016.  E ainda que este tenha sido retomado logo de seguida, não poupou o atleta de ter de trabalhar para sobreviver, quando deveria estar mais focado nos treinos.

Gracelino viajou sozinho para Tailândia, um cenário contrastante, quando comparado com as outras equipas que dispensam “staffs” de treinadores e preparadores físicos para acompanhar os atletas nestas competições. Apesar de se ter sentido em baixo, o atleta não se deixou atrapalhar, segundo declarações à Rádio Morabeza. Uma vez em necessidade, teve que recorrer ao apoio de seleções como  Portugal e Espanha.

E é neste contexto que Gracelino Barbosa não descarta a possibilidade de procurar por uma nova nacionalidade, a semelhança do que fez o kitesurfista, Matchu Lopes.

JF

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