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Praia: prisão preventiva para policial acusado de matar jovem na esquadra

“Manu” conhece medida de coação dois dias depois de ter sido suspenso o seu processo disciplinar.

O Tribunal da Comarca da Praia mandou para a preventiva um dos policias envolvidos no caso do jovem Hélder Delgado, que morreu após ser, supostamente, maltratado na esquadra da Brigada Anti-crime, em Fevereiro passado.

Segundo informações chegadas a nossa redacção trata-se de “Manu”, o agente que terá surpreendido a vítima dentro de sua residência (do agente), no bairro de Pensamento, cidade da Praia. A medida de coacção foi conhecida esta terça-feira, 15 de Maio.

Recorde-se que Hélder Delgado, que residia no bairro de Pensamento, na cidade da Praia, foi detido em circunstâncias envoltas em contradições, com os familiares a acusarem o agente de agressões fatais, que levam à morte ainda dentro da esquadra.

Entretanto a Polícia Nacional indicou que o jovem morreu por choque hipoglicémico e no hospital, para onde foi transferido após sentir-se mal na esquadra. O auto de transladação de cadáver, assinado pelo então delegado de saúde da Praia, indica que, além de choque hipoglicémico, o rapaz foi vítima de poli-traumatismo.

Já o boletim de óbito da Conservatória do Registo Civil da Praia aponta que o local do falecimento foi a esquadra policial.

Por seu turno, disse na altura o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, que um inquérito concluiu que o agente deteve o jovem em flagrante delito a roubar em sua casa e os dois entraram em confronto físico, tendo o agente atingindo-o com um pedaço de pau, alegadamente por este se encontrava armado com uma faca.

Depois de imobilizado e algemado, prosseguiu Rocha, o jovem foi transportado à esquadra, onde passou a noite, tendo sido conduzido na manhã seguinte ao hospital inanimado, onde acabaria por falecer mais de 10 horas após ser detido.

O ministro avançou ainda que três indivíduos que se encontravam detidos na mesma cela de Hélder relataram que durante a noite, por várias vezes solicitaram auxílio do pessoal policial de serviço, porque o falecido estava em más condições, mas “não lhe foi dada a devida assistência”.

Na altura o Ministério da Administração Interna mandou também instaurar um processo disciplinar aos agentes de serviço, ao oficial dia e ao comandante adjunto dessa esquadra, por não terem prestado assistência ao jovem que acabaria por falecer. O caso foi, igualmente, encaminhado ao Ministério Público.

 

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