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Brava: CRP financia projectos na área da pesca

Orçado em mais de três mil e 300 contos, a ação contempla 17 famílias de Furna.

A Comissão Regional de Parceiros (CRP) “Brava Solidária”, assinou, sexta-feira, 12, um contrato com a Associação Comunitária de Desenvolvimento (ACD) da Furna, destinado ao financiamento de um Projecto na área pesqueira.

Orçado em mais de três mil e 300 contos, a iniciativa contempla a reparação/construção de botes e aquisição de motores fora de borda, assim como caixas isotérmicas, no âmbito do POSER (Programa de Promoção de Oportunidades Sócio-Económicas Rurais).

Em conversa com o A NAÇÃO, a responsável do CRP, Margarida Fernandes, explica que o POSER financia até 90 por cento (%) do valor, ficando os restantes 10% do orçamento a cargo dos beneficiários.

“Este Projecto beneficia 17 chefes de famílias da localidade de Furna, sendo dez homens e sete mulheres”, aponta Fernandes.

Conforme a filosofia do POSER, tanto o Projecto como os beneficiários foram validados numa assembleia comunitária, assim como a assinatura do contrato, que teve lugar sexta-feira.

Além do contrato de financiamento, foram assinados, também, acordos e “timings” de reembolsos com os beneficiários.

“Cada beneficiário irá reembolsar o valor que lhe foi concedido, quer seja para as aquisições do motor, mala isotérmica e/ou construção ou reparação de botes”, salienta Margarida Fernandes, frisando que o valor reembolsado contribuirá para a “realimentação” do Fundo de Reinvestimento Comunitário e a sustentabilidade das ACD e da própria CRP.

Na avaliação de Fernandes, o Projecto terá “grande impacto na vida dos beneficiários e dos seus familiares”, tendo em conta que os 17 beneficiados “estavam sem ou com motor avariado, estando alguns deles, com botes sem condições de ir ao mar”.

“Temos relato de um beneficiário, que já estava na iminência de tirar uma filha que está nos estudos na Cidade da Praia, porque não tem motor e vai a faina com amigos que lhe pagam uma parte do bote, que não chega para as despesa correntes e ainda custear a propina e estadia da educanda na Capital”, aponta Margarida Fernandes, concluindo com o desejo de “que tudo corra bem, e que o mar contribua para que esses pescadores tenham boa faina”.

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