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Standar & Poors prevê melhoria dos ratings do país, se as pressões fiscais e externas reduzirem

A agência mantém o rating do país em B/B, com Outllook estável e fortes perspetivas de crescimento económico. Porém há vários alertas.

A Standar & Poors (S&P) Global Ratings já divulgou o seu relatório anual, colocando o rating da dívida pública de Cabo Verde em B/B, para a dívida pública de curto e de longo prazo, tanto em moeda local, como estrangeira.

Segundo o Governo de Cabo Verde que cita o relatório dessa agência, a perspetiva de crescimento para Cabo Verde é favorável, uma vez que o país está a beneficiar “de fortes acordos institucionais, o que traduzirá num quadro macroeconómico estável a prazo”.

De acordo com a mesma fonte, essa perspetiva estável “reflete o facto de os riscos de um desempenho mais fraco do que o esperado, da balança de pagamento, serem compensados pelo potencial de uma dinâmica de crescimento mais forte, no próximo ano”.

Contudo a S&P Global Ratings não esconde a sua preocupação com o alto nível da dívida pública, alertando que  “poderá prejudicar a dinâmica económica do país”.

A agência perspetiva ainda “uma diminuição do stock da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB)”, para  2018, “dada à dinâmica do crescimento do PIB”.

No entanto, é de se levar em conta que com a graduação de Cabo Verde para o grupo dos países de rendimento médio, e findo o “período de graça” que permite a contratação de financiamento em condições concessionais, como é sabido e vem sendo alertando inclusive pelo FMI, passará a haver uma maior pressão nas finanças públicas, dado o aumento da exigência do serviço da dívida (amortizações), ao longo da próxima década.

Além disso, essa agência faz  notar que é preciso levar em consideração a vulnerabilidade do país ao risco cambial, se tivermos em consideração que parte relevante do stock da dívida é constituído por moeda estrangeira.

“Por exemplo, se o impacto positivo do investimento estrangeiro no setor do turismo se verificar acima do esperado, ou ainda se se registar um esforço mais acentuado dos ajustes orçamentais do Governo capaz de conduzir a dívida pública do país à uma trajetória descendente”.

Contudo, a agência alerta para o facto de os ratings correrem o risco de se deteriorarem, caso a performance da balança de pagamento se deteriorar.

GC

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