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Inquérito ao consumidor: 82% dos cabo-verdianos diz que não é possível poupar dinheiro

97% dos inquiridos afirmam ainda ter a certeza absoluta que não tencionam comprar carro nos próximos dois anos.

Embora as famílias cabo-verdianas estejam esperançosas na melhoria da sua situação financeira, 82% dessas mesmas famílias dizem que não é possível poupar dinheiro.

Pelo menos essa é a conclusão que consta do Inquérito de Conjuntura ao Consumidor, relativamente ao 1º trimestre 2017, divulgado pelo INE.

De acordo com o documento, o indicador de confiança no consumidor, no primeiro trimestre 2017, manteve o nível do trimestre anterior, situando-se abaixo da média da série. Por isso, o indicador evoluiu positivamente, relativamente ao mesmo período de 2016.

Na prática, o indicador situa-se abaixo da média da série, evoluindo positivamente relativamente ao trimestre homólogo. Segundo o INE, este resultado deveu-se à apreciação positiva sobre a situação financeira e económica das famílias, e ainda sobre o desemprego no país, para os próximos 12 meses, relativamente ao trimestre homólogo.

De acordo com o documento, tanto a situação económica das famílias como a situação económica do país, evoluíram negativamente no 1º trimestre de 2017, relativamente ao trimestre homólogo.

Segundo os inquiridos tanto os preços de bens e serviços como o desemprego no país diminuíram face ao mesmo período do ano passado.

No que toca à poupança, cerca de 82% dos inquiridos, consideram que com situação económica actual do país, não será possível poupar dinheiro, mantendo a percepção em relação trimestre homólogo.

Segundo o INE, apenas 12% dos inquiridos afirmam ser possível poupar algum dinheiro perante a actual situação económica do país. Porém, no trimestre homólogo a taxa era de 10,5%.

Inquiridos sobre as perspetivas para o futuro, nos próximos 12 meses, a percepção é que tanto a situação financeira das famílias como a situação económica do país deverão evoluir positivamente face ao mesmo período do ano 2016.

Segundo as famílias inquiridas, tanto os preços de bens e serviços como o desemprego deverão diminuir quando comparados com o trimestre homólogo.

Contudo, cerca de 97% dos inquiridos afirmam ter a certeza absoluta que não tencionam comprar carro nos próximos dois anos, assim como 87% diz também que não irá comprar, nem construir uma casa, nos próximos 2 anos, contra os 91% registado no período homólogo.

GC

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