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UCS considera já ter dito tudo relativamente a isenção de vistos para Europeus

O que estava morno aqueceu com um "post" do anterior chefe do governo de Cabo Verde, José Maria Neves, na sua página do Facebook.

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, considerou, esta segunda-feira, 17, já ter dito tudo sobre a questão da isenção de vistos para europeus.

O chefe do governo, que falava aos jornalistas, a margem da assinatura de um memorando de entendimento entre o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI) e uma multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações chinesa, escusou-se, ainda, a comentar uma mensagem do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, onde este posicionava-se em relação ao sucedido.

Comunicado aos cabo verdianos na semana passada, pelo Primeiro-Ministro de Cabo Verde, após uma audiência com o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, o anúncio da isenção de vistos de entrada em Cabo Verde, a partir do mês de Maio, para cidadãos da União Europeia (UE), causou uma acesa troca de comentários entre apoiantes e opositores da medida.

O que estava morno aqueceu com um post do anterior chefe do governo de Cabo Verde, José Maria Neves, na sua página do Facebook, onde este classificou de “absurda” a medida: Para JMN, a mesma é, ainda, “prejudicial” a posição negocial do país com a UE, defendendo que esta não deveria ser unilateral, mas, também, ter contrapartidas para o país.

Em resposta, o actual chefe do governo afirmou que “absurdo é não compreender o alcance da medida”, assegurando que haverá, sim, ganhos para o país.

Na sequência, eis que surge o PR cabo verdiano, Jorge Carlos Fonseca, a usar do mesmo meio que JMN, o facebook, para deixar mensagens às duas partes, destacando a importância da “boa comunicação” das decisões políticas, ao mesmo tempo que alertava para os riscos das reacções precipitadas.

“Há medidas que, anunciadas descuidadamente, ou sem uma boa comunicação, surgem como sem sentido ou inadequadas de todo. Explicadas, contextualizadas, pela via de uma eficiente comunicação, podem reaparecer como aceitáveis ou razoáveis. (…) Do mesmo modo, há reações que, num primeiro momento, suscitam a adesão pronta, emocionada e entusiástica de muitos; porém, num momento outro de mais reflexão, correm o risco de se traduzir numa envernizada e inconsistente imprudência ou precipitação”, escreveu o chefe do estado, sem citar nomes e nem tão pouco, mencionar o assunto.

Confrontado pelos jornalistas na manhã desta terça-feira, UCS escusou-se de comentar a mensagem do PR e, categórico, afirmou: “Não faço declarações sobre a mensagem do Presidente. Sobre a isenção de vistos, já disse tudo o que tinha a dizer”.

JN

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