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KJF 2017: Pat Tomas leva público ao delírio no encerramento da nona edição

Durante cerca de hora e meia, Pat e os Kwashibu Area Band estiveram em boa harmonia com o público que, perto das 03H00, não quis arredar o pé da Pracinha da Escola Grande, no Platô.

“I need more” (preciso de mais) foi o último tema interpretado por Pat Tomas, acompanhado pela Kwashibu Area Band, os responsáveis pelo encerramento da nona edição do Kriol Jazz Festival (KJF).

O ritmo quente e enérgico do ganês Pat Tomas, aclamado pela crítica como “a voz de ouro de África”, fez o público dançar e vibrar ao som dos cânticos inspirados na língua dos “fanti” e dos “ashanti twi”, duas das várias tribos do Gana. Durante cerca de hora e meia, Pat e os Kwashibu Area Band estiveram em boa harmonia com o público que, perto das 03H00, não quis arredar o pé da Pracinha da Escola Grande, no Platô.

A noite começou antes do programado, com a actuação de Jaixi feat. Boaz da Costa de Marfim, que estava previsto a sua actuação no evento “Kriol Jazz AM” na madrugada desta sexta-feira na Kebra Canela. Este trio de jazz africano apresentou uma mistura de melodias e ritmos africanos que resulta num jazz em estilo de fusão.

Às 21H00, foi a vez de Élida Almeida, uma ocasião que serviu para apresentar o seu novo trabalho, o EP “Djunta Kudjer”, que sucede ao primeiro álbum “Ora doci, ora margos”. A jovem artista começou e iniciou o concerto a homenagear o seu berço, Santa Cruz, com os temas “Nhu Santiago” do álbum “Ora doci, Ora Margos” e “Bersu d’Oru”, do seu EP “Djunta Kudjer”.

No final da actuação, Élida Almeida elogiou o público “vibrante e caloroso”, garantindo que o seu novo trabalho está a ser “muito bem aceite”.

Antes de Pat Tomas encerrar de forma brilhante a nona edição do KJF, seguiu-se Spyro Gyra, grupo lendário dos EUA. Estes senhores levam já 40 anos de carreira e são um dos grupos mais bem-sucedidos com sonoridades que variam entre o pop-jazz. Este conjunto cativou o público que aplaudiu do início ao fim.

Pelo palco passou ainda Roberto Fonseca Quartet de Cuba que trouxe um “jazz latino” bastante diversificado. Ao piano do cubano Roberto Fonseca, o quarteto interpretou também um dos temas da música cabo-verdiana.

O orçamento desta 9ªedição rondou os 23 mil contos, num evento onde a Câmara Municipal da Praia participou com cerca de 15 mil contos. Quase a fazer 10 anos, o KJF já é um produto cultural de referência de Cabo Verde.

AN

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