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Pracinha da Escola Grande lotada para dizer “adeus” ao AME

Para trás ficam três dias marcados por várias actividades e iniciativas ligadas à indústria musical transatlântica como vem sendo habitual desde a primeira edição.

A Pracinha da Escola Grande no Platô foi pequena para acolher tanto público que se juntou no recinto para assistir aos espectáculos que marcaram o encerramento oficial do AME 2017 e a abertura simbólica do Kriol Jazz Festival.

A noite fechou com chave de ouro ao som dos Sidi Wacho, um quarteto enérgico que levou o público ao delírio com os ritmos latinos da cumbia, com muitos sons electrónicos à mistura.

Mas, antes, a cantora Lura mostrou estar em forma, neste que foi o seu segundo show depois de ter sido mãe. Lura prestou uma homenagem à ilha de Santiago, e interpretou sobretudo temas do seu último álbum “Herança”, como “Maria di Bila”, mas sem esquecer sucessos como “Na ri na”, pondo toda a gente a dançar batuco, funaná e até tabanka.

“Sinto-me sempre muito contente de actuar em Cabo Verde porque é um público que fala a minha língua e há sempre uma troca mais directa de energia”, afirmou Lura, depois do espectáculo. No regresso aos palcos Lura diz-se numa fase da carreira “mais madura”, depois de ter percebido e sentido o que é realmente a “força de uma mulher”, depois de ter sido mãe. Por isso mesmo, também homenageou as mulheres “guerreiras” de Cabo Verde.

Mounawar, Samia Ahmed e Ron Savage Trio foram os outros nomes que subiram ao palco da Pracinha da Escola Grande. Mas, antes, os showcases de Melissa Fortes, Pamela Badjogo e Wesli invadiram também a Rua Pedonal a encerrar os 28 showcases desta 5ªedição do AME.

Para trás ficam três dias marcados por várias actividades e iniciativas ligadas à indústria musical transatlântica como vem sendo habitual desde a primeira edição, com vários workshops, conferências, e “one to one meetings” entre os profissionais da música.

Este ano, entre o público e os amantes da música de improviso que têm acompanhado o festival desde o início, comentava-se a ausência das “djam sessions” que nas edições anteriores enriqueceram o cartaz do AME e juntaram artistas de várias paragens num verdadeiro laboratório musical “live”.

É que nesta quinta edição a organização acabou por optar pelo palco “Afro-pop”, um formato mais comercial, mas que não funcionou muito bem e onde a qualidade da música e interpretações ficaram um pouco àquem das expectativas.

GC

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