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Mensageiras da Esperança: Um alento para quem vive com cancro

Manu Guerreira é a fundadora, mas na liderança da associação, conta com a ajuda de outras três guerreiras que, tal como ela, viveram o drama de lutar contra o cancro, algumas delas, não uma, mas mais de duas vezes.

Fundado em Setembro de 2015, pouco depois da sua pioneira, a cabo verdiana, Manu Guerreira, ter superado um primeiro cancro, o da mama, o grupo Mensageiras da Esperança tem conseguido marcar a diferença na vida de muitas pessoas que lutam contra a doença, quer cabo-verdianos no país, quer a residir nos Estados Unidos da América.

Manu Guerreira é a fundadora, mas na liderança da associação, conta com a ajuda de outras três guerreiras que, tal como ela, viveram o drama de lutar contra o cancro, algumas delas, não uma, mas mais de duas vezes.

“Além de mim, à frente do grupo está a Luísa Silva, uma sãovicentina, residente em Pawtukect, também vítima do cancro de mama, Tany Tavares, vítima do cancro do colo do útero, e a santiaguense Águia Tavares, residente em Boston, vítima dos cancros da mama e colo do útero. Mas, temos mais mulheres e estamos abertas a todas as guerreiras”, diz Manu Guerreira.

Conforme a mesma, as iniciativas do grupo têm consistido, basicamente, na organização de convívios e acções de arrecadação de fundos em prol dos cabo verdianos, vítimas de cancro.

“Organizamos frequentemente fundraiser´s, festa destinada à arrecadação de fundos para muitas vítimas de ccancro, aqui, na américa, e em Cabo Verde, onde temos ajudado, especialmente muitas crianças doentes. Além disso, fazemos sempre jantares de convívio com música ao vivo para atingir o nosso objectivo principal que é conseguir alguma coisa aqui para ajudar as vítimas de Cabo Verde. Fazemos, ainda, visitas às vítimas na fase inicial da doença, para levarmos o nosso exemplo de superação, para que possam enfrentar o tratamento com confiança”, explica.

Por outro lado, embora recebam muitos pedidos de ajuda a associação ainda não consegue fazer muito. É que, como esclarece,  “estamos à espera de ser registadas na Federal, para que possamos receber patrocínio, pois, sem esse documento, pouca gente nos consegue apoiar”.

Manu Guerreira alimenta o desejo de trazer as “Mensageiras da Esperança” a Cabo Verde, mas, sem fundos, sem certificação, e com mais um cancro, dos músculos, para vencer, a nossa entrevistada está convicta de que este sonho terá que ser adiado.

“Tenho consciência de que só poderei regressar depois de receber alta médica. Enquanto isso, vou seguindo com o grupo, ajudando quem precisa, que é o que gosto de fazer. Meu pagamento é o sorriso estampado no rosto de quem ajudo, especialmente, após superar a doença”, finaliza.

JN

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