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Boa Vista: Turismo sustentável precisa de complementaridade entre os sectores

Essa foi uma das recomendações saídas do fórum sobre o turismo, realizado pela Universidade de Santiago e a SDTIBM.

O Turismo sustentável precisa de complementaridade entre os sectores. Essa foi uma das recomendações saídas do fórum sobre o turismo, realizado pela Universidade de Santiago e a SDTIBM. Promovido pela Universidade de Santiago em parceria com a Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas da Boa Vista e Maio (SDTIBM),  o evento aconteceu nesta quita-feira, na ilha de Boa Vista.

O evento enquadra-se no programa rotas do arquipélago serviu em primeiro lugar para analisar a trajectória feita pelo sector do turismo desde a independência até agora. Durante esse fórum notou-se ser preciso o planeamento estratégico e complementaridade entre o turismo e os outros sectores de actividade e desenvolvimento.

José Luís Mascarenhas, que falou em nome da Universidade de Santiago e enquanto orador do tema “Turismo sustentável na Boa Vista”, adiantou que o sector deu nos últimos 26 anos um salto significativo tendo passado dos cerca de 21 mil em 1991 para os actuais 644 mil turistas.

“Portanto é um aumento significativo que multiplicou o nosso número de turistas por 30 em menos de 30 anos. Isso é de louvar. Neste momento Cabo Verde está no top 10 dos destinos mais procurados pelos principais mercados emissores. Estamos nos primeiros lugares dos destinos em África”, realçou.

Contudo, salientou que durante esse tempo não se fez aquilo que era preliminar – o planeamento – o que na sua perspectiva fez com que o país chegasse a esse ponto com um conjunto de problemas críticos nomeadamente, o turismo afunilado a um só produto (turismo de sol de praia) e a duas ilhas do país (Boa Vista e Sal) que recebem 91 por cento do turismo cabo-verdiano.

Completa a lista com os 93% dos investimentos externos destinados a Cabo Verde, sendo que o consumo da produção nacional só é de cerca de 9%. defende a necessidade da realização de um estudo sectorial estratégico para se poder responder a determinadas perguntas para se projectar um futuro melhor.

Esse passa pela complementaridade entre todas as regiões. “Eu não diria um país 10 destinos, mas um país 22 destinos. Cada concelho é um destino por si. Então é preciso um planeamento intersectorial, inter-regional para que de facto possamos garantir a competitividade do turismo em Cabo Verde”, sustentou.

L11111N c/Inforpress

 

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