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8 de Março: OMS desafia mulheres a serem “audazes em prol da mudança”

A directora Regional da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a África apela as mulheres a serem “audazes em prol da mudança”, de modo a que cada pessoa desempenhe o seu papel e se obtenha melhores resultados a favor da camada feminina.

Para assinalar o 8 de Março, Dia Mundial da Mulher, a directora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, lembrou que Novembro de 2015 constitui um marco significativo para as mulheres de todo o mundo, pois, foi nessa altura que se lançou os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, assim como a Estratégia Mundial da OMS para a Saúde da Mulher e da Criança e do Adolescente.

“O mundo foi instado a pôr cobro a todas as formas de discriminação contra as mulheres jovens e adultas, quaisquer que sejam e em qualquer lugar, e ainda a fazer com que essas populações possam não só sobreviver, mas, também, prosperar e transformar o mundo”, lembra a directora Regional da OMS, que anseia por um mundo onde as mulheres deixam de ser discriminadas através de leis e políticas, ou ainda, com base em estereótipos de género e em práticas e normas sociais.

“Actualmente, as mulheres jovens e adultas arcam com o fardo da saúde precária na Região. É maior a probabilidade de as jovens que engravidam serem pobres, terem casado precocemente, serem analfabetas ou terem pouca educação. É mais provável que as necessidades básicas das adolescentes do sexo feminino não sejam atendidas, nomeadamente, em termos de planeamento familiar, resultando em gravidezes indesejadas e abortos praticados sem condições”, lista Moeti, para lamentar que os 20 milhões de abortos anuais, praticados em condições perigosas, 6,2 milhões acontecem na Região Africana.

Na avaliação daquela dirigente da OMS, o empoderamento das mulheres africanas e o reforço do acesso equitativo a cuidados de saúde, em particular entre zonas urbanas e rurais, promoverá a saúde a favor das mulheres, das raparigas e das suas respectivas famílias.

“Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio indicaram o que podia ser feito, graças a metas ambiciosas. As taxas de mortalidade materna baixaram em 45 por cento, à escala mundial, mais mulheres estão hoje representadas nos Parlamentos, assim como mais raparigas frequentam o ensino, como nunca antes aconteceu.

Tanto as metas do Desenvolvimento Sustentável 2030, como a Estratégia Mundial da OMS para a Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente prosseguem essa dinâmica”, sustenta  Matshidiso Moeti, para remarcar que “chegou a hora de sermos audazes em prol da mudança e de se pôr cobro a todas as formas de discriminação contra as mulheres”, rumo à construção de  uma África “mais justa, saudável e próspera”.

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