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Aposta no Turismo – EITU fala na diferença de velocidades entre sector público e privado

Por seu turno o ministro que tutela a pasta do turismo, José da Silva Gonçalves, deu garantia que os sectores apontados como críticos para o desenvolvimento do turismo, como saúde, segurança, água, ambiente e energia, estão a ser trabalhadas

O presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde (EITU), Gualberto de Rosário, afirmou esta sexta-feira, 3, que em Cabo Verde, que “há uma diferença de velocidades entre a dinâmica do sector privado e a dinâmica do investimento público”, em relação ao turismo.

Gualberto do Rosário, que falava a imprensa à margem de um encontro entre o Governo e um grupo de representantes da EITU, começou por dizer que “o privado ousadamente vai investindo e os poderes públicos, tanto centrais, como autárquicos, não têm tido a capacidade de acompanhar”.

“E, por conseguinte, nós temos, neste momento um défice muito grande em determinados domínios, com é o caso das infraestruturas, da habitação, nas politicas sociais e do ambiente”, completa.

De acordo com Gualberto do Rosário, há problemas no que diz respeito ao fornecimento de água e da energia, à saúde, à educação e também aquelas que decorrem das dinâmicas demográficas, portanto, dos fluxos migratórios que têm tido de determinadas ilhas de Cabo Verde para as ilhas turísticas e que desafiam o Estado nos referidos domínios.

Entretanto, diz que “há uma vontade de toda gente, quer do governo, quer das entidades autárquicas, dos privados e da instituição que é a Câmara de Turismo no sentido de corrigir aquilo que tem sido corrigido e evitar, no futuro, que esta diferença de velocidades continue a existir”.

“Continuamos a insistir que é necessário encontrar uma solução institucional capaz de levar a co-responsabilização do sector privado e do sector público no sentido de construirmos um turismo harmónico”, refere o presidente ada EITU para quem “isto passa para a criação da Sociedade de Desenvolvimento Regional, que envolvem numa orgânica única os interesses do publico e do privado”.

Gualberto Rosário chamou ainda atenção pelo facto de últimos anos os recursos do Fundo do Turismo terem sido utilizados em programas que sempre discordaram. “O Fundo de Turismo não é para financiar pontes, estradas e coisas do género”, disse garantindo que “há uma virada, neste momento, em que os recursos são basicamente afetados aos municípios”.

Por seu turno o ministro que tutela a pasta do turismo, José da Silva Gonçalves, deu garantia que os sectores apontados como críticos para o desenvolvimento do turismo, como saúde, segurança, água, ambiente e energia, estão a ser trabalhadas, em parceria com investidores que queiram apostar no sector.

“Estamos a ser criativos em adoptar financiamentos e realizar medidas para o turismo. Recursos existem muito por aí, e o mundo esta cheio de dinheiro. O país por estar com problemas de dívidas não pode endividar, mas existem operadores privados que se comprometeram em avançar investindo somas externamente elevadas”, disse.

Já no tocante aos problemas relacionados com questões ambientais e fornecimento de água e energia, o governante fez saber que já existe medidas no sentido de se estudar as causas para se poder dar soluções que cada ilha necessita para desenvolver o turismo.

GSF

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