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Moral “elevada” nas comemorações dos 50 anos das FA

A programação dos 50 anos das FA contempla um ciclo de conferências com temas actuais e de interesse para instituição castrense, envolvendo destacados oficiais superiores no activo e na reforma.

As Forças Armadas (FA) de Cabo Verde celebram no domingo, 15 de Janeiro, os 50 anos da sua criação. O programa oficial arrancou na segunda-feira, com um exercício militar de desembarque de anfíbios, na praia da Gamboa, e termina no dia 24 deste mês, com uma conferência subordinada ao tema “Liderança na Instituição Militar: Desafios da Modernidade”.

A programação dos 50 anos das FA contempla um ciclo de conferências com temas actuais e de interesse para instituição castrense, envolvendo destacados oficiais superiores no activo e na reforma.

O tenente-Coronel José António da Graça abriu, na terça-feira, o ciclo de conferências com o tema “O Conceito Estratégico Nacional da Independência à Actualidade e a Envolvente Estratégico Regional e Internacional” e, também no mesmo dia, o brigadeiro Antero Matos abordou “As Ameaças à Segurança Nacional e a Reformatação da força militar de Cabo Verde”.

Na quarta-feira, os capitães de fragata Souza de Aguiar e Alexandre Gildes apresentaram os temas “Amazónia Azul” e “Segurança Marítima”, respectivamente.

Ainda na quarta-feira, os temas “A importância do Serviço de Busca e salvamento para a Segurança Marítima” e “Cabo Verde e os Desafios da Segurança Internacional” foram apresentados pelo capitão-do-mar António Duarte e pelo tenente-coronel (reforma) Emanuel Almeida Brito, respectivamente.

O conselheiro Nacional de Defesa, Carlos Reis, deverá apresentar, no dia 18, uma conferência subordinada ao tema “Segurança e Desenvolvimento no Estado de Direito”. Ainda no mesmo dia, o tenente-coronel, Alcides Miranda, comandante da Guarda Nacional, falará sobre “A Articulação entre as Forças de Defesa e de Segurança”.

O ciclo de conferências alusivo aos 50 anos das FA será fechado no dia 24 deste mês, com uma alocução da especialista portuguesa em estratégia militar Serafina Alves, neste caso, sobre o tema “Liderança na Instituição Militar: Desafios da Modernidade”.

Entretanto, o ponto alto da comemoração dessa efeméride está programado para domingo, 15 de Janeiro, com o desfile das tropas em parada, na avenida Cidade de Lisboa, na cidade da Praia. Um exercício militar de desembarque de anfíbios, na praia da Gamboa, Troca de Distintivos (divisas) dos militares da Guarda Costeira e uma Gala Militar, constaram também da programação das comemorações do 50º aniversário das FA.

MORAL “ELEVADA”

O Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas elege como um dos principais desafios das FA para o ano de 2017 a melhoria da operacionalidade, tendo a comunicação um papel de destaque. Em declarações à imprensa, à saída de um encontro com o Presidente Jorge Carlos Fonseca, na qualidade de Comandante Supremo, das FA, , Anildo Morais considerou que, apesar dos acontecimentos de 2016, em Monte Tchota, a instituição castrense “está bem”, destacando “uma grande motivação no seio dos militares”.

“A nível da moral, podemos dizer que é também elevada. Não temos casos de indisciplina no seio dos militares. A nível da situação do nosso pessoal ,no que diz respeito às promoções e progressões, a situação está normalizada e posso dizer que temos um bom clima de trabalho”, asseverou.

HISTÓRIA

Histórica e simbolicamente, as FA de Cabo Verde foram fundadas a 15 de Janeiro de 1967, em Havana, Cuba, quando um grupo de cabo-verdianos, formados em guerrilha, jurou, perante Amílcar Cabral, fidelidade ao PAIGC e à independência de Cabo Verde.

Desse grupo de 31 combatentes, do qual constava uma mulher (Maria Ilídia Évora, Tutu) hoje restam poucos. Um primeiro, Manuel Monteiro, morreu em Cuba, vítima de cancro, e os demais, na impossibilidade de desembarcarem em Cabo Verde, acabaram por ser “desviados” para a Guiné, onde viriam a dar o seu contributo para a independência desse país. Com o golpe de Estado que, a 25 de Abril de 1974, derruba a ditadura em Portugal, acelerando a descolonização, a maior parte regressou a Cabo Verde, constituindo o primeiro núcleo de oficiais das FA cabo-verdianas saídas da independência deste arquipélago.

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