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Professores do IUE com mais de um ano de salários em atraso

Os docentes dizem-se revoltados com a direcção do IUE, por conta daquilo que chamam de “brincadeira”.

Um grupo de professores contratados, em regime de acumulação pelo Instituto Universitário de Educação (IUE), está descontente por estar há mais de um ano sem receber os salários. O presidente do IUE, António Tavares de Jesus, tranquiliza, garantindo que a sua equipa está a envidar esforços para o pagamento dessas dívidas.

É que, segundo dizem os docentes, não recebem desde que assinaram o contrato com a instituição, em Novembro de 2015. “Trabalhamos assim como foi acordado. Temos os sumários todos em dia, toda a avaliação foi feita, mas o nosso dinheiro que é bom, nada”, conta uma das professoras, sem revelar a sua identidade, por razões contratuais. “Fomos contratados em regime de ‘part-time’, mas muitos não têm outra fonte de rendimento, pelo que estão a passar por dificuldades”, complete, quanto mais não se nesta época festiva.

Segundo conta o grupo, começaram a trabalhar no primeiro semestre de 2016. Mesmo sem receber, dizem, renovaram mais um semestre, o que lhes veio a complicar mais a vida: continuam sem os seus honorários.

“Fomos à direcção do IUE e esta nos disse que se está à espera do Orçamento do Estado para que seja liquidada a dívida que existe para connosco. Entretanto, no Boletim Oficial, onde está publicada a nossa contratação, diz-se que a mesma será assumida pelo orçamento do IUE”, esclarece um outro docente, criticando a “forma pouco séria” como o Instituto vem sendo gerida.

Revolta

Segundo este mesmo interlocutor do A NAÇÃO, “no mesmo grupo de professores contratados, em Novembro de 2015, há uns que estão a receber normalmente”.

Se já estavam revoltados, a situação veio a piorar pouco antes do Natal e do final do ano. É que foi depositado em suas contas uma parte do dinheiro que estava em dívida. Só que os professores chamam a isto de “mísero depósito”, visto que era “muito maior” o montante de que estavam à espera. “Isto é uma falta de respeito. Trabalhei dois semestres, tinha mais de 400 mil escudos para receber e me pagaram menos de 20 contos. Não entendo!”, manifesta, revoltada, a professora do IUE.

Presidente “empenhado”

Contactado pelo A NAÇÃO, o presidente do IUE, António de Jesus, afirmou que as dívidas para com os docentes contratados, em regime de acumulação de funções, foram herdadas da Comissão Instaladora do Instituto. Ainda ele, o montante ultrapassa os 25 mil contos, pois, “vinha acumulada desde o ano lectivo 2010/2011”.

“A resolução deste problema foi assumida, desde os primeiros dias da nossa presidência, em Agosto de 2016, como uma prioridade”, garante Jesus, para explicar que já se procedeu ao pagamento do total das dívidas que ainda estavam por liquidar, referentes aos anos lectivos 2010/2011; 2011/2012; 2012/2013; 2013/2014; e 2014/2015, num valor superior a dois mil e 600 contos.

“Há cerca de duas semanas, avançamos com o pagamento de mais de dois mil e 300 contos, referentes ao ano lectivo 2015/2016”, frisa, para concluir que “estamos empenhados em tudo fazer para vermos esse problema completamente resolvido”.

GSF

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