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Praia: Julgados suspeitos da morte do jovem Patrick

Além do crime de homicídio agravado contra Patrick Pereira, o bando é ainda acusado de homicídio na forma tentada e tentativa de roubo contra um técnico da CVTelecom, Zeferino Aguiar.

Cenoura, Elton, Ju Mama, Lentiny e China, acusados de seis crimes, entre os quais o homicídio do jovem fotografo, Patrick de Jesus Pereira, ocorrido em Julho de 2016, no bairro de Pensamento, na capital, foram julgados esta terça-feira, 10, pelo Tribunal da Praia.

Além do crime de homicídio agravado contra Patrick Pereira, o bando é ainda acusado de homicídio na forma tentada e tentativa de roubo contra um técnico da CVTelecom, Zeferino Aguiar. O grupo ainda sobre as costas a acusação por dois crimes de porte ilegal de arma e um outro de roubo.

Segundo informações apuradas por este on-line, tudo aconteceu na madruga de 3 Julho, um domingo. Antes da morte de Patrick, o grupo de jovens delinquentes teria baleado com um tiro de “boca bedju” Zeferino Aguiar, na localidade de Safende.

“Zeferino foi abordado pelo grupo. Pediram-lhe dinheiro, mas este alegou que não tinha, por isso acabou sendo baleado na região da barriga, tendo sido de levado de imediato para o Hospital Agostinho, onde recebeu tratamento médico. Até hoje apresenta sequelas”, conta uma fonte.

Sabe este on-line, que, durante o julgamento, um dos arguidos – Cenoura, o mais temido – assumiu a autoria dos disparos. Este alegou que disparou por pensar que Zereferino estava armado, uma vez que meteu a mão no bolso durante a abordagem. Mas esta versão é desmentida pela vítima e por testemunhas oculares. Estes afirmam que Cenoura pediu dinheiro ao técnico e, logo de seguido, o baleou quando respondeu que não tinha.

Fontes deste on-line, que presenciaram o julgamento, afirmam que Zeferino estava “muito nervoso” durante a sessão, tendo, inclusive, dirigidos algumas “palavras duras” ao seu agressor.

O CASO DE PATRICK

Depois de alvejar Zeferino, o grupo pegou um táxi e se dirigiu à localidade de Pensamento. “Foram beber. Aliás disse Cenoura no julgamento que, naquele dia, estava fora de si, porque tinha bebido e consumido droga”, conta uma fonte.

Entretanto, enquanto bebiam na zona de Pensamento, contam nossas fontes, o grupo terá visto o jovem Patrick a passar e resolveu ir aplicar-lhe um “cassu bodi”. “Tomaram-lhe a carteira, todo o dinheiro e o telemóvel. Queriam tirar-lhe  o sapato do jovem, mas este se recusou a dar e acabou sendo baleado com a mesma arma que tinha sido antes utilizada para atingir Zeferino”, continua.

A bala atingiu um dos rins de Patrick. Este foi socorrido ainda com vida. Deu entrada nos serviços de urgência do Hospital Agostinho Neto, mas acabou por morrer na manhã de seguinte.

Cenoura, que assumiu ser o autor do disparo que atingiu Zeferino, nega ser dele a autoria do assassinato de Patrick. Entretanto os seus “comparsas”, que, a sua semelhança, estão em prisão preventiva, o incriminam.

Enfim, Cenoura, um jovem que, segundo nossas fontes, possui “um histórico criminal maior do que a Avenida Cidade de Lisboa”, está em maus lençóis. O Ministério Público pede sua condenação pelos crimes de homicídio agravado contra Patrick e tentativa de assassinato de Zeferino Aguiar. O delinquente incorre a uma pena máxima de 25 anos, embora o facto de ter menos de 21 anos joga a seu favor.

A leitura da sentença deste julgamento, que decorreu sob lágrimas dos familiares da vítima e das mães dos arguidos, está marcada para a tarde do próximo dia 17 de Janeiro.

GSF

 

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