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Governo de Cabo Verde “consternado” com a morte do estadista português Mário Soares

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, reiterou hoje a sua “elevada consternação” pelo desaparecimento físico do antigo Presidente da República Portuguesa, Mário Soares.

Na carta de condolência enviada ao seu homólogo português António Costa, Correia e Silva destacou Mário Soares como “figura de projecção internacional” e o seu papel na “construção e afirmação da democracia em Portugal”.

Aproveitou, igualmente para endereçar condolências ao povo português, bem como à família do falecido estadista.

“Apesar da perda irreparável que representa o desaparecimento físico dessa insigne figura portuguesa (Mário Soares), estamos convictos de que o seu imenso legado permanecerá para sempre, enquanto património e exemplo para as gerações vindouras”, lê-se no comunicado.

A embaixada de Portugal, na Praia, abriu ontem, 09, um livro de condolências que funciona até esta quarta-feira, 11, das 09:00 às 13:00 e das 15:00 às 17:00.

Mário Soares realizou de 08 a 11 de Dezembro de 1986 a sua única visita presidencial a Cabo Verde. Na altura, mostrara a sua convicção que Portugal, como membro da Comunidade Económica Europeia (CEE), hoje União Europeia, “poderá ajudar bastante Cabo Verde no seu desenvolvimento”.

“Os cabo-verdianos podem contar com a amizade portuguesa”, dissera, na ocasião, Mário Soares, acrescentando que Cabo Verde é um “país organizado que está a trabalhar para o futuro e que merece o apoio e a solidariedade dos povos desenvolvidos do mundo”.

Além da ilha de Santiago, onde visitou o antigo Campo de Concentração do Tarrafal para render homenagem aos presos políticos, portugueses e das ex-colónias que para ali haviam sido deportados, deslocou-se ainda às ilhas do Fogo e São Vicente.

Mário Soares morreu no sábado, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

O funeral, no qual Cabo Verde faz-se representar ao mais alto nível, pelo Presidente Jorge Carlos Fonseca, realiza-se hoje à tarde no cemitério dos Prazeres, nos arredores de Lisboa.

Esta será a primeira vez desde o 25 de Abril que se irá realizar um funeral de Estado em Portugal, o que implica, entre outras coisas, a participação dos vários ramos das Forças da Armada e um cortejo, motorizado e a cavalo, ao corpo.

Pelas 14:00, a urna sairá dos Jerónimos, seguindo no armão da GNR em cortejo com batedores da PSP, guarda a cavalo da GNR e outras viaturas que levam a família e altas entidades.

O cortejo fará breves paragens no Palácio de Belém, Assembleia da República, Fundação Mário Soares e sede do PS no Largo do Rato, antes de chegar ao cemitério dos Prazeres.

Já no cemitério, a urna seguirá na direcção da capela, acompanhada pelas altas entidades. Junto à capela, haverá um último momento evocativo, em que será novamente ouvida a voz de Mário Soares. Depois será feita uma salva de 21 tiros de artilharia, a partir de uma embarcação da Marinha, no Tejo.

Após a paragem junto à capela, a urna será transportada por militares das Forças Armadas para o jazigo familiar.

Inforpress

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