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Oito toneladas de cargas postais para Cabo Verde retidas em Lisboa

Cerca de oito toneladas de cargas postais para Cabo Verde estão retidas em Lisboa. Adelino Silva, administrador executivo dos Correios de Cabo Verde – CCV, diz que a situação se deve à falta de transporte aéreo.

Com a presente carga festiva, a procura aumenta pelos serviços postais aumenta em flecha. No caso de Cabo Verde, nem sempre a oferta de serviços se mostra à altura da demanda. Neste momento, em Lisboa, encontram-se retidas mais de oito toneladas de cargas, algumas das quais já não chegarão a tempo para cumprir a quadra festiva. Nesse rol há também quem esteja à espera de medicamentos.

Segundo Adelino Silva, várias pessoas têm procurado os balcões dos CCV para reclamarem a demora na chegada das suas encomendas. Alguns desses estavam à espera de encomendas, vindas de diversas partes do globo, para a quadra festiva, mas que, pelo menos até o Natal, não chegaram.

“Uma grande quantidade de carga postal, remetida de vários países, está retida em Lisboa por falta de disponibilidade manifestada pelas companhias aéreas para a transportar, principalmente a TAP, para qual é destinada os grosso das encomendas”, diz Silva, completando que os Correios de Portugal têm uma parceria com a TAP e, por isso, a carga é direccionada para a companhia portuguesa.

Entretanto, diz aquele responsável, a transportadora portuguesa, sobrelotada nesta quadra festiva, e apesar de ter aumento o número de voos para Cabo Verde, tem dado prioridade às bagagens dos passageiros. “A prioridade é sempre dada as bagagens dos passageiros. A carga postal vem em segundo plano, como os voos têm estado sobrecarregados”, diz completando que “ás vezes tenta-se a TACV, mas esta tem também alegado falta de espaço”.

De acordo com a mesma fonte, apenas de tímida as transportadoras vão metendo “qualquer coisa” da mercadoria postal nas suas cargas. “Pelas conversas que temos tido com a TAP deve existir a volta de oito toneladas de carga postal retida em Lisboa”, diz Adelino Silva, garantindo que os CCV têm estado diariamente em contacto com a TAP e com os Correios de Portugal, no sentido de conseguir que estas cargas sejam enviadas.

Sofrimento dos destinatários

Adelino Silva diz ainda que os CCV têm lidado diariamente com o sofrimento dos destinatários, mas que pouco ou nada pode fazer, dado que a empresa cabo-verdiana não tem competências para exigir que a carga seja transportada. “As pessoas começam a reclamar em Cabo Verde de um eventual objecto mesmo antes de entrar no nosso circuito”, diz o interlocutor, garantindo que a administração da qual faz parte tem feito “uma pressão enorme” junto da TAP e dos Correios de Portugal.

“Estamos a gerir o sofrimento das pessoas. Pouco ou nada podemos fazer”, diz Silva num tom de pesar, afirmando que quando a situação é inversa, os Correios de Cabo Verde têm por obrigação garantir que a transportadora carregue toda a carga. “Neste caso, estamos em situação de prestação de serviço. A nós nos cabe receber e proceder a distribuição das encomendas. Mesmo assim temos feito tudo o que está ao nosso alcance”, finaliza.

GSF

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