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Fundo Global do Ambiente disponibiliza quase 5 milhões de dólares para projecto de consolidação das Áreas Protegidas

O projecto que arranca em 2017 e que tem a duração de cinco anos, será implementado em quatro ilhas, sendo Santiago, Maio, Sal e Boa Vista

O Fundo Global do Ambiente vai disponibilizar quase 5.000.000 de dólares para financiar projecto de consolidação das Áreas Protegidas e melhorar a integração do sector do turismo na biodiversidade, anunciou hoje o director nacional do Ambiente.

Alexandre Nevsk Rodrigues fez o anúncio em declarações à imprensa na Praia, depois da abertura da I Conferência Internacional sobre Gestão de Áreas Protegidas, promovida pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), em parceria com a Direcção Nacional do Ambiente (DNA), o Programa Regional de Conservação Marinha e Costeira (PRCM) e a Universidade Federal do Ceará-UFC do Brasil, entre 08 e 09 de Dezembro de 2016.

Segundo ele, o projecto que arranca em 2017 e que tem a duração de cinco anos, será implementado em quatro ilhas, sendo Santiago, Maio, Sal e Boa Vista, garantindo que as lições apreendidas durante a implementação do mesmo sejam replicadas em todas as outras Áreas Protegidas do país, com adaptação a cada situação.

“É um projecto que ronda os 4.9 milhões de dólares (cerca de 50.074 milhões de escudos) extremamente importante, porque vai trazer a integração do sector do turismo e a conservação da biodiversidade, sobretudo porque uma grande parte do turismo em Cabo Verde está à volta das Áreas Protegidas, o que torna essencial ter o mecanismo para fazer essa integração”, explicou.

De acordo com Alexandre Nevsk Rodrigues, este projecto vai permitir a consolidação das Áreas Protegidas, tendo em conta que Cabo Verde está relativamente “à vontade” na gestão das mesmas, realçando que, neste momento, 78% das 47 Áreas Protegidas no país já tem um instrumento de gestão.

“Por ser um processo de consolidação, nem tudo foi ainda ganho, mas este cenário pode ser mudado com este novo projecto”, considerou, frisando que as comunidades têm um “papel importante” na gestão das Áreas Protegidas em Cabo Verde e que “não tem havido grandes conflitos nesta questão, apesar de existir muita pressão”, o que mostra que as Áreas Protegidas foram “muito bem” introduzidas no país.

Quanto à parceria com a Uni-CV, o director nacional do Ambiente referiu que existem ameaças relacionadas com doenças e pragas que põem em risco a biodiversidade endémica do país, mas que esta instituição universitária tem potencializado a investigação que visa conhecer e proteger, cada vez mais, a biodiversidade e o ecossistema das Áreas Protegidas.

A I Conferência Internacional sobre Gestão de Áreas Protegidas, que reúne especialistas da UFC e da DNA, vai abordar entre outros temas o “Sistema de Áreas Protegidas de Cabo Verde e Brasil”, “Experiência das Áreas Protegidas em Cabo Verde” e “Desafios da Gestão de Áreas Protegidas em Cabo Verde”.

Inforpress

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