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Edil da Boa Vista quer colaboração do Governo no combate à proliferação dos bairros degradados

O presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, José Luís Santos, considerou esta quinta-feira que a edilidade sozinha não vai conseguir combater a proliferação dos bairros degradados pelo que espera a colaboração do Governo e os outros parceiros.

Conforme adiantou o edil em declarações à Inforpress, o surgimento dos bairros degradados foi um “mal necessário”, já que os sucessivos governos aprovaram grandes projectos sem se acautelarem da necessidade da construção de habitações para albergar os milhares de trabalhadores que tiveram de se deslocar à ilha para acudir à necessidade de mão-de-obra.

“Como se sabe, Boa Vista sozinha não tinha mão-de-obra para fazer face a todas as construções dos grandes hotéis e outras projectos. Então foi necessária a vinda de trabalhadores de outras ilhas, mas também da Costa ocidental da África e as pessoas não moram nas ruas”, lembrou.

Contudo, sublinhou que é necessário pôr cobro a esta situação, que começou já a tornar-se insustentável. Para além do bairro da Boa Esperança (Barraca), que deverá passar por um processo de reabilitação, tem-se notado o surgimento de novos bairros nas proximidades da lixeira municipal e na zona industrial de Sal Rei.

Uma situação que está a preocupar a edilidade, que, entretanto, está a sentir-se “impotente” no combate a esse mal social.

José Luís Santos lembra que a Câmara Municipal tem apenas um código de fiscais municipais pelo que prevê que só com a persuasão não conseguirá demover as pessoas de continuarem a construir clandestinamente.

“Nós já iniciamos uma conversação com esses cidadãos na tentativa de demovê-los de continuar essa prática. Nesta primeira fase estamos a adoptar uma atitude pedagógica, mas serão necessárias outras intervenções e teremos que ter o apoio, nomeadamente da polícia e do Governo porque a câmara municipal sozinha não tem capacidade”, admite o autarca.

José Luís Santos adianta que o Governo está a par desta necessidade e neste sentido mostrou-se “satisfeito” com a abertura demonstrada pela ministra das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território, Eunice Silva e pelo ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves, na recém visita realizada à ilha, durante a qual foi assinado um memorando.

“Estamos agora à espera de dar outros passos para a efectivação de algumas intenções, de algumas propostas que fizemos ao Governo. A visita foi muito bem-sucedida e ficamos bem impressionados com a receptividade do Governo”, disse o presidente da câmara municipal.

O edil espera contar também com apoios da Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas de Boa Vista e Maio (SDTIBM) para a resolução desse problema de forma definitiva e sustentável e apresentar uma Boa Vista com uma imagem que coaduna com o seu potencial turístico.

Inforpress

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