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Carnaval de verão em horário impróprio

Participante assíduo das folias carnavalescas no seu tempo tradicional, mês de Fevereiro em regra, falta-me agora assimilar de corpo e alma, esta segunda versão de verão.

Silas Leite

Participante assíduo das folias carnavalescas no seu tempo tradicional, mês de Fevereiro em regra, falta-me agora assimilar de corpo e alma, esta segunda versão de verão. Mais direccionado, segundo os organizadores, para emigrantes em férias e outros visitantes que não conseguiram presenciar a primeira versão de Fevereiro, por sinal, a verdadeira, a autêntica, a real, a que mexe com tudo e todos, não é meu propósito com estas linhas, manifestar acordo ou desacordo, mas sim, protestar contra o horário do evento popular de terça-feira, dia 9 de Agosto de 2016, cuja folia de altíssimo som musical decorreu para além das 3 horas da madruga. Das memórias dos carnavais de Fevereiro, não me recordo de nenhum que prolongasse até madrugada adentro, a ponto de perturbar o sono dos que queriam achar na cama, o sossego do merecido sono. Se posso relatar o som e tom ruidosos “entrando” nas minhas orelhas reclamando por silêncio, outros/as há de certeza que sofreram os efeitos de uma noite mal dormido. Como consequências, muitos não terão comparecido ao local de trabalho para o cumprimento das obrigações laborais ou se o fizeram, foi com uma “cara de máscara”, fingindo laborar, indisposição e mal-estar física e mental face à perturbação do repouso nocturno de uns e “ressaca” de outros…

Para fazer valer a sua imagem de cidade cosmopolita da cultura, Mindelo em S. Vicente, não precisa de horários promíscuos para realizar seus eventos de preciosíssimo teor cultural.

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