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PM revela dívidas de instituições do Estado

O chefe do governo divulgou o montante da dívida do NOSI em mais de um milhão de contos à Microsoft

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, revelou um conjunto de dívidas de diversas instituições do Estado, no decorrer do debate sobre o estado da Nação, no Parlamento.

O chefe do governo divulgou o montante da dívida do NOSI em mais de um milhão de contos à Microsoft, tendo também revelado que o Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia, e o Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, estão com “elevadas dívidas” a fornecedores, atingindo os 900 mil contos, o que, de acordo o primeiro-ministro, põe em causa o fornecimento de materiais indispensáveis aos cuidados de saúde, como reagentes.

Ulisses Correia e Silva disse ainda que as empresas de capitais públicos, como a TACV, a IFH, e a Electra estão em pronunciada “falência técnica”, assim como a Cabo Verde Fast Ferry que tem o Estado como um dos accionistas.

“Os riscos fiscais são muito elevados”, apontou Correia e Silva, acrescentando que existe um conjunto de avais e garantias de empréstimos a empresas de capitais públicos, que podem tornar-se em “riscos efectivos”, caso estas instituições não cumpram as suas obrigações.

“O Programa Casa para Todos e a TACV são riscos fiscais que ameaçam a capacidade de financiamento do Estado”, assegurou o chefe do Governo, acusando o executivo anterior de conceber aquele programa “sem qualquer sustentabilidade financeira”.

Recordou que um estudo encomendado pelo Governo anterior revela que o Programa Casa para Todos era, a longo prazo, “financeiramente insustentável”.

O primeiro-ministro afirmou ainda que o Fundo Monetário Internacional (FMI) também já se tinha pronunciado sobre os “elevados riscos” que o Programa Casa para Todos comporta.

“Contra todos os alertas e pareceres, o Governo anterior decidiu avançar mesmo assim”, notou Ulisses Correia e Silva, a propósito do Programa Casa para Todos.

Segundo o governante, “foram construídas casas e áreas requalificadas”, mas o país ficou com um “elevado endividamento”.

“A falência técnica da IFH, a quase liquidação do sector de construção civil, um grande número de casas por concluir, um grande stock de casas sem condições para a sua comercialização, indemnizações legais a devidas a empresas, por causa da paralisação das empreitadas estão estimados em dois milhões de contos”, denunciou o primeiro-ministro.

Quanto à TACV, uma empresa em falência técnica, garantiu que vai ser reestruturada para sua posterior privatização.

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