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Polémica: CMP manda guarda municipal arrombar porta do Cinema do Bairro

Depois da entrega da petição pública sobre o cinema do Bairro, a CMP mandou a guarda municipal arrombar as portas daquele centro cultural. A atitude deixou todos perplexos.

Recorde-se que a petição, subscrita por mais de 500 cidadãos, em Cabo Verde e na diáspora, exigia a revogação da decisão de conceder o espaço do cinema do Bairro à Igreja Católica, para sua transformação num templo religioso.

O pedido, promovido através do Movimento Pró-Kultura, foi inclusive entregue na manhã desta quinta-feira, 21, ao presidente da CMP, Óscar Santos, e, segundo os representantes do movimento, a reacção da autarquia deixou todos perplexos e revoltados naquele bairro da capital.

É que na tarde ontem, logo a seguir à entrega da petição, os agentes da guarda municipal arrombaram a porta do Cinema, “num gesto de mais uma violência gratuita às suas gentes e à Cultura”, diz José Gomes, “Breu”, um dos membros do movimento Pró-Kultura.

Na petição, os amantes da cultura expõem as razões pelas quais o Cinema do Bairro deve ser preservado e transformado em Centro Multicultural, “com ganhos culturais e económicos” para a comunidade do Bairro “e de toda a região centro norte da cidade que alberga mais de 50 mil habitantes”, explica revoltado “Breu”.

Construído na década de 1980 e baptizado com o nome de Cine-Universal de Achadinha, o cinema do Bairro, “há muito votado ao abandono”, desempenhou um papel importante, não só na exibição de filmes, como também de outras atividades culturais.

AN

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