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David Chow responde a polémica sobre o complexo turístico do Djéu: “Não se pode satisfazer toda a gente”

O empresário macaense David Chow lançou hoje na cidade da Praia a primeira pedra para a construção do complexo turístico do ilhéu de Santa Maria e garantiu não ter “nenhum problema” com o facto de haver “vozes” que se levantam contra o projecto

O empresário macaense David Chow lançou hoje na cidade da Praia a primeira pedra para a construção do complexo turístico do ilhéu de Santa Maria e garantiu não ter “nenhum problema” com o facto de haver “vozes” que se levantam contra o projecto.

“Não tenho nenhum problema com o facto de haver algumas pessoas em desacordo com o projecto, mesmo que sejam profissionais”, disse David Chow à imprensa esta manhã depois de ter sido interpelado sobre a polémica que a construção do complexo turístico do ilhéu de Santa Maria, que engloba também a praia e orla marítima da Gamboa.

O empresário macaense, que é também cônsul honorário de Cabo Verde mostrou-se sereno e tranquilo, reafirmando com esta primeira pedra que o projecto já está em andamento e que as obras vão avançar. “Está no início e muitas pessoas passarão acreditar mais nele quando virem o resultado final”, afirmou. David Chow garantiu ainda que caso seja necessário introduzir a posteriori alguma alteração durante a construção, haverá “abertura para tal”, desde que a alteração venha trazer mais valias.

Chow, que no passado domingo esteve na ilha do Sal para se inteirar de alguns projectos turísticos e ver o tipo de oferta e serviços que a ilha disponibiliza, aconselhou Cabo Verde a investir mais na sua “network” e trabalho de “relações públicas” para atrair mais turistas e investimento externo. Para potenciar o sector, deixou ainda um conselho às autoridades e aos cabo-verdianos para que apostem mais no “entretenimento, cultura e transportes”, pois estes são fundamentais quando se quer atrair turistas e desenvolver o sector.

Recorde-se que este é o maior e mais complexo projecto que virá a ser construído no arquipélago, orçado em 250 milhões de euros e que deverá gerar dois mil e 100 postos de trabalho directos. As obras vão iniciar pela Gamboa, onde serão construídos escritórios, áreas residenciais, um clube de ténis, um parque de estacionamento, áreas desportivas e de lazer para a prática de desportos náuticos,  além de toda a requalificação da orla marítima.

Já dentro do ilhéu será construído um resort com um centro internacional de convenções, um centro cultural, incluindo um museu da escravatura, uma boutique-hotel, além de espaços verdes. O resort estará ainda dotado de uma marina com clube náutico e capacidade para entre 20 a 30 embarcações.

Depois, não menos importante, será a construção do hotel-casino, sobre a água, entre o ilhéu e a Gamboa, com 150 quartos, além dos espaços de jogo, com mesas e slotmachines e uma sala VIP para jogadores “especiais”.

Todo o complexo estará ligado à Gamboa através de uma via a ser construída sobre o mar com duas faixas para viaturas, faixas para peões, ciclovia e espaços verdes.

A cerimónia da primeira pedra para a construção do referido complexo contou com a presença de uma forte comitiva chinesa, incluindo o embaixador da China em Cabo Verde, o primeiro-ministro José Maria Neves, empresários e investidores nacionais e estrangeiros, entre outras figuras da sociedade e vida política cabo-verdiana. GC

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