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Brava: Pescadores e peixeiras satisfeitos com teleférico

O teleférico para o transporte de cargas entre o Porto de Ferreiros e Lomba-Tantum, na ilha Brava, permitiu já, em cinco meses de funcionamento

O teleférico para o transporte de cargas entre o Porto de Ferreiros e Lomba-Tantum, na ilha Brava, permitiu já, em cinco meses de funcionamento, transportar cerca de 28 toneladas de mercadorias, na maioria pescado. O que antes era feito em duas horas ou mais, agora bastam cinco minutos. A satisfação, essa, é grande entre os moradores e as autoridades da ilha de “Eugénio Tavares”.

O delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural na ilha Brava, José Lenine Carvalho, diz que a quantidade de peixe transportada em apenas cinco meses da entrada em funcionamento do teleférico demonstra o impacto positivo que esse meio está a ter na vida de dezenas de peixeiras e pescadores de Porto de Ferreiros e Lomba-Tantum. Antes, era preciso percorrer pouco mais de um quilómetro de distância, num caminho íngreme, que levava cerca de duas horas a fazer. “Agora bastam cinco minuto”, congratula-se.

Essa era uma tarefa que principalmente as mulheres tinham de realizar, no meio de muitas dificuldades, demorando cerca de duas horas para descerem e subirem, sobretudo quando tinham que transportar 30 a 40 quilos de peixe ou mais à cabeça. Tanto assim que para se chegar a Porto de Ferreiros era preferível fazer a viagem pela via marítima, de bote.

Agora, com o teleférico, segundo Lenine Carvalho, as mulheres passaram a ter mais tempo para outros afazeres. “Antes, as peixeiras percorriam cerca de 1,2 km de caminho para trazer o peixe, numa altitude de 158 metros do nível do mar. Demoravam, em média, duas horas de caminhada, entre descer e subir, com peixe à cabeça. Mas agora, com o teleférico, os botes chegam do mar e, em cinco minutos, o pescado é colocado em Lomba-Tantum”.

Carvalho acrescenta ainda que o referido meio de transporte trouxe melhorias significativas na vida peixeiras, sobretudo a nível da saúde, nomeadamente, na redução de dores nas costas e outros problemas lombares, dado que deixaram de carregar carga pesada à cabeça.

Grandes ganhos

Por seu turno, Alberto Andrade, pescador há 18 anos, residente em Lomba-Tantum, reconhece que o teleférico trouxe grandes ganhos para a população local. “O teleférico é uma obra pequena em termos de estrutura, mas com uma dimensão enorme na vida das peixeiras e dos pescadores que, diariamente, labutam nesta zona piscatória”, diz.

“Antes”, acrescenta, “todo o pescado era transportado à cabeça numa via inclinada e escorregadia. E, quando havia muito peixe, nós, pescadores, por vezes, tínhamos que ajudar as peixeiras no transporte de pescado. Isto porque, sozinhas, elas não conseguiam fazer mais do que uma ou duas viagens por dia, no que o peixe capturado acabava por estragar”.

Em funcionamento desde Agosto passado, o teleférico foi uma promessa do primeiro-ministro, José Maria Neves, que se cumpriu, ao fim, de vários anos. Avaliado em cerca de 11 mil contos, esse meio raro em Cabo Verde consegue transportar até 100 quilos de cada vez, num percurso que demora, em média, cinco minutos. Da via Porto de Ferreiros a Lomba-Tantum a principal mercadoria é peixe, ao passo que no sentido contrário são sobretudo víveres para os moradores da referida zona piscatória.

 

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