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Cabo Verde quer aumento da temperatura média do planeta de apenas 1,5 graus

Cabo Verde vai defender na cimeira do clima, que decorre a partir do final do mês em Paris que o aumento da temperatura média do planeta não ultrapasse os 1,5 graus, posição reafirmada hoje pelo Governo cabo-verdiano.

Cabo Verde vai defender na cimeira do clima, que decorre a partir do final do mês em Paris que o aumento da temperatura média do planeta não ultrapasse os 1,5 graus, posição reafirmada hoje pelo Governo cabo-verdiano.

“Continuaremos a defender a necessidade de evitar que o aumento da temperatura média do planeta venha a ultrapassar 1,5ºC”, defendeu hoje o ministro do Ambiente, Antero Veiga.

O ministro cabo-verdiano falava na cidade da Praia numa conferência para “recolher contributos” para a Cimeira do Clima – COP 21, que contou com a presença dos representantes locais das Nações Unidas, União Europeia, França, Portugal, Angola e Brasil.

Antero Veiga sublinhou que apesar de “alguns consensos científicos” apontarem para que o ritmo do aumento da temperatura média do planeta não ultrapasse os 2ºC, para os pequenos estados insulares, entre os quais se conta Cabo Verde, é consensual que esse aumento deve ser inferior.

Para o primeiro-ministro José Maria Neves, que liderará a delegação cabo-verdiana à cimeira do clima, a insistência nesta meta tem a ver com o facto de os pequenos estados insulares “estarem muito mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas”.

Cabo Verde irá levar também a Paris “compromissos de contribuições concretas” na mitigação dos efeitos das alterações climáticas, nomeadamente nas energias renováveis, água, tratamento dos resíduos sólidos e reflorestação do território.

Atingir 100% de penetração das energias renováveis na rede elétrica nacional até 2030, melhorar a gestão, moderar o consumo e combater o desperdício de água, reduzir e reciclar os resíduos sólidos e intensificar a plantação de árvores, arborizando 20 mil hectares até 2030 são as contribuições que Cabo Verde leva para a cimeira do clima.

Para o ministro do Ambiente não se deve “atrasar a adoção de medidas mais enérgicas e consequentes para a mitigação das mudanças climáticas e adaptação às suas consequências”, pois “começamos a roçar os limites de irreversibilidade”, nesta matéria.

A cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas (COP21) decorre em Paris de 30 de novembro a 11 de dezembro, sob fortes medidas de segurança, na sequência dos ataques terroristas de 13 de novembro, que causaram 129 mortos na capital francesa.

A 21.ª Cimeira do Clima da ONU vai juntar mais de uma centena e meia de chefes de Estado e de Governo e tem como objetivo conseguir um acordo internacional sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global e pelas suas consequências catastróficas, nomeadamente o aumento do nível do mar.

Em Paris vão estar os líderes dos principais emissores de gases de efeito de estufa como Estados Unidos, China, Índia, Brasil ou Rússia, mas também dos países mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas como Bangladesh, o Níger ou pequenos estados insulares como Cabo Verde.

Fonte: Lusa

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