Home » Actualidades » Obras arrancam em Julho: Hilton Praia vai gerar 150 empregos directos

Obras arrancam em Julho: Hilton Praia vai gerar 150 empregos directos

Quarenta e um milhões de euros, 14 pisos, 201 quartos e cerca de 150 postos de trabalho directos são alguns dos números do projecto do hotel Hilton Praia. As obras arrancam em Julho de 2016.

Quarenta e um milhões de euros, 14 pisos, 201 quartos e cerca de 150 postos de trabalho directos são alguns dos números do projecto do hotel Hilton Praia. As obras arrancam em Julho de 2016.

O projecto, que surgiu do desafio deixado por José Maria Neves, primeiro –ministro de Cabo Verde, a Robert Jarret, presidente do The Resort group PLC em 2012, vai nascer em plena Achada de Santo António (ASA), com vista para a Quebra Canela, em parte do espaço que hoje ainda é ocupado pela Escola de Negócios e Governação de Cabo Verde (ENG).

A título simbólico, a primeira pedra para a construção do hotel de negócios Hilton Praia, de cinco estrelas, foi lançada na manhã desta quinta-feira, mas segundo Victor Fidalgo, consultor do grupo, as obras só arrancarão em Julho, depois de estarem terminadas as obras das novas instalações da ENG, no Palmarejo, para que o terreno na ASA possa ser libertado e para que então a construção do Hilton Praia possa arrancar “em força”.

A cerimónia, presidida por José Maria Neves, Robert Jarret e ainda pelo presidente da Câmara Municipal da Praia, contou com a presença de várias individualidades da sociedade praiense e operadores turísticos nacionais e estrangeiros, entre deputados da Nação e membros do Governo.

Alto standard

O lançamento da primeira pedra, daquele que será, para já, o hotel de negócios mais luxuoso da capital, sob a sigla da prestigiada cadeia Hilton, é visto como o início de uma nova fase para a cidade da Praia.

“Depois do repto deixado pelo primeiro-ministro, vimos que de facto havia uma lacuna de hotéis de negócio de luxo na capital. Sondamos vários grupos e conseguimos trazer o Hilton. Este hotel estará ao nível de outros que encontramos em Londres ou em outras cidades do mundo e irá, agora, colocar a Praia no mapa ao nível do turismo de negócios de alto nível”, disse Robert Jarret em entrevista ao A NAÇÃO.

A mesma visão é partilhada por José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde e até por Ulisses Correia e Silva que, pelo menos, estão de acordo em como Praia precisava de um investimento desta natureza para catapultar a estratégia de a capital se transformar num centro de negócios e praça financeira em África.

 

O Hilton Praia ficará localizado na ASA, escolha que segundo o arquitecto cabo-verdiano Pedro Bettencourt, se deveu ao facto de a zona em questão oferecer “boas infraestruturas subterrâneas” e também estar servida por estradas que permitem o escoamento de transito e fácil acesso, entre outros factores.

Porém, devido à escassez de terreno e à demanda dos requisitos próprios de um hotel da cadeia Hilton, o hotel será construído na vertical. Ao todo são 14 pisos, que se estendem ao longo de 49 metros de altura, onde serão edificados 201 quartos, incluindo uma suite presidencial. Solarium, piscina, ginásio e salas de conferência são algumas das valências que irão estar disponíveis para os hóspedes.

Orçado em 41 milhões de euros, quando concluído, o projecto deverá gerar 150 postos de trabalhado directos, sem contar com a dinâmica económica que irá ser gerada ao nível do abastecimento do hotel e serviço de transportes, entre outros.

Futuro

Este é o quarto investimento do The Resort Group PLC em Cabo Verde, depois do Tortuga, do Dunas e do Lhana (ainda em construção), todos na ilha do Sal. Surge assim o Hilton Praia de cinco estrelas, ao qual já está previsto suceder o White Sands, na Boa Vista.

Ao todo, este grupo tem já 4.362 camas, mais 1200 do Lhana e 2500 previstas para o White Sands.

Robert Jarret, presidente do The Resort Group PLC perspectiva assim investimentos na ordem de 1 bilhão de euros em Cabo Verde, sendo que só para a Boa Vista estão seis projectos em carteira. Apesar dos “constrangimentos” que diz ainda existirem ao nível do ambiente de negócios no país Robert Jarret acredita na viabilidade dos projectos tendo em conta a beleza, a morabeza, e os produtos turísticos que Cabo Verde e, em especial, a Boa Vista (onde se vão centrar os novos projectos) tem para oferecer aos turistas.

GC

PartilheTweet about this on TwitterShare on FacebookShare on Google+Email this to someone

Comentário

Publicidade