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Turismo em Santo Antão­­: “Rotas das aldeias rurais”

Atrair turistas para as áreas rurais, através do empreendedorismo e iniciativas criativas, é um dos objectivos do projecto “Rotas das aldeias rurais de Santo Antão”

Atrair turistas para as áreas rurais, através do empreendedorismo e iniciativas criativas, é um dos objectivos do projecto “Rotas das aldeias rurais de Santo Antão”. Um projecto do Ministério do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial (MTIDE) e que pretende transformar todas as ilhas em destinos turísticos, segundo o princípio “um país, dez destinos”.

O lançamento oficial de “Rotas das aldeias rurais de Santo Antão” e abertura das candidaturas aconteceu nesta quinta-feira 13, no Centro Agrícola Afonso Martinho, na Ribeira Grande. O projecto, de acordo com informações do MTIDE, surge na sequência da elaboração dos Inventários dos Recursos Turísticos dos três concelhos de Santo Antão.

O documento, de acordo com a mesma fonte, identificou “a existência de inúmeras possibilidades de colocar a criatividade e empreendedorismo ao serviço dos elementos naturais, culturais e humanos existentes e, assim, atrair turistas para essas mesmas áreas rurais”.

Sendo assim, vão ser escolhidas 30 iniciativas empresariais, ou projectos inovadores, para, numa primeira fase, beneficiarem de uma acção de formação em “Negócios em Turismo Rural” e, numa segunda, serem contempladas com um financiamento através de um fundo “Baú Rural”. Será essa entidade a conceder crédito a fundo perdido, no valor entre 20% a 60% do investimento total estimado do projecto.

Acredita-se que os benefícios do referido produto turístico são de diversas ordens. Uma delas a nível de geração de oportunidades de emprego, mas também melhoria dos rendimentos dos proprietários/operadores rurais, empoderamento das mulheres, valorização da ruralidade e do contacto harmonioso com a natureza. Outros dos objectivos são a preservação e a recuperação do património histórico-cultural no espaço rural.

Tudo para que os visitantes possam activar os seus cinco sentidos: restaurantes típicos (paladar e olfacto), serviços de guia baseados nas tradições orais (audição), experiências de cultivo através do agroturismo (tacto), trekking e circuitos pedestres (visão), serviços de hospedagem, transporte de visitantes, entretenimento, recepção e visita a propriedades rurais, etc.

Concluindo, a ideia, no fundo, é incluir Santo Antão, de uma vez por todas, no roteiro turístico cabo-verdiano, até aqui dominado pelo turismo de sol & mar. Esta aposta, ainda que estratégica e fundamental, tem deixado um tanto à margem destinos mais rurais, como Santo Antão, São Nicolau, Santiago e Fogo.

LN

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