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Lhana Beach Resort: “Esporões vão gerar valor acrescentado ao turismo e à biodiversidade marinha”

Victor Fidalgo, do The Resort Group (TRG), garante que os três esporões em construção na praia em frente ao resort Lhana Beach vão gerar valor acrescentado ao turismo e biodiversidade marinha.

Victor Fidalgo, do The Resort Group (TRG), garante que os três esporões em construção na praia em frente ao resort Lhana Beach vão gerar valor acrescentado ao turismo e biodiversidade marinha.

As afirmações foram proferidas ao fim da manhã desta sexta-feira, 29, durante uma visita guiada à imprensa, sobre o andamento das obras do resort em questão, o terceiro do TRG, e para esclarecimentos sobre a edificação dos contestados esporões em curso na mesma praia, tendo em vista a melhoria das condições balneares para as pessoas que frequentam essa zona, turistas e cabo-verdianos.

Aliás, os três esporões, dois de 155 metros e um de 100 fazem parte de um estudo de melhoria das condições balneares daquela zona e, conforme clarifica Victor Fidalgo, foi aprovado pelo Governo, tendo a DGA e o instituto marítimo portuário participado do processo desde o início e incluindo o workshop de socialização. “Seguimos todas as etapas da lei cabo-verdiana e as recomendações”, disse Victor Fidalgo.

Estudo credenciado

Já o engenheiro João Mateus, da construtora São José, esclarece que o estudo realizado por peritos e inclusive dotado de simulações de impacto pelo credenciado Instituto de Engenharia Civil de Lisboa, é claro e não deixa margem para dúvidas e as obras em curso do esporão Norte, já bem avançadas, mostram que “começaram a ser avistados na zona cardumes de peixes, o que antes não acontecia”. E até que em três semanas de obras, as pedras colocadas já estão com “lima”, o que, como é sabido favorece a biodiversidade marinha. “Os esporões vão criar uma fauna marinha que antes não havia aqui”, afirma esse engenheiro.

Victor Fidalgo clarifica ainda que esta era uma obra “necessária” quando se está “a vender” um destino de sol e mar, porque depois os turistas chegam à praia e o que encontram é rochas escorregadias que apresentam um “perigo” para quem ali se banha e garante que até a associação de kitesurf do Sal, (uma das que chegou a contestar o projecto por causa das ondas de Ponta Preta) foi envolvida no workshop e andamento do projecto/estudo dos esporões, tendo constatado a simulação in loco no LEC de Lisboa. “Até hoje não obtivemos qualquer reacção de contestação oficial, nunca nos escreveram a dar o parecer”, disse ao A NAÇÃO Victor Fidalgo.

O Lhana Beach Resort está orçado globalmente em 80 milhões de euros, prevê a construção de 606 suites, 5 restaurantes, 6 bares e 1 spa e 10 piscinas. As obras já vão no oitavo mês e estão a envolver cerca de 350 trabalhadores.

Os impactos financeiros do resort também já existem e apontam para um encaixe de 1 milhão e 200 mil contos de impacto directo nas receitas do Estado de Cabo Verde. GC

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