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Sal: Mudanças oceanográficas registadas na baía de Murdeira

A acção do vento e o aumento da temperatura provocaram mudanças oceanográficas na Baía de Murdeira, na ilha do Sal.

A acção do vento e o aumento da temperatura provocaram mudanças oceanográficas na Baía de Murdeira, na ilha do Sal.

Constatações retiradas da tese de doutoramento da bióloga marinha da Universidade de Cabo Verde em Mindelo, Corrine Almeida, que procurou analisar as mudanças nas condições oceanográficas nas estações do ano, entre os períodos de Setembro a Outubro e de Maio a Junho.

Isto para ver, na baía de Murdeira, o que mudou na coluna de água em termos físicos e químicos, sedimentos, as comunidades de microorganismos (animais e vegetais) e as comunidades de macrooganismos associados ao fundo (algas, invertebrados e peixes). Ao que se chegou a conclusão que houve aumento

em termos de produtividade biológica.

“Nos meses de  Setembro, que é a época mais quente do ano e Junho que representa  final do período de frio, houve um incremento na produtividade. Algo que possivelmente deve-se  ao aumento de nutrientes na coluna de água, que possivelmente podem ter saídos dos sedimentos associados ao fundo marinho, ocorrida pela acção dos ventos e por outro lado pelo aumento da temperatura”, explica Corrine Almeida.

Segundo a bióloga, a mudança verificou-se mais na produção de plancton, que são pequenos micro-organismos que flutuam na água. Mas em relação a comunidade de peixes, o impacto “não foi considerável”, isso falando das  espécies associados ao fundo marinho que foram as estudadas e uma vez que os pelágicos não foram contemplados na pesquisa.

Desse modo pretende-se elevar o conhecimento dos escossistemas marinhos costeiros de Cabo Verde, essa zona onde normalmente extrai-se o pescado e se organizam diversas actividades desportivas e de lazer, e onde se fazem as construções. “Então precisamos conhecer bem essa região para poder analisar os possíveis impactos das nossas intervenções e por outro lado fazer o seguimento de como as coisas estão decorrendo ao longo do tempo”, adverte a bióloga marinha.

A apresentação do estudo de Corrine Almeida está inserido no Simpósio sobre as ciências marinhas e atmosféricas, que acontece em Mindelo até esta sexta-feira. Este evento que  por outro lado trouxe  cientistas de diversas partes do mundo nomeadamente Estados Unidos da América, Alemanha, Inglaterra que tem estudado sobre vários temas aqui neste arquipélago, como também do oceano Atlântico e continente africano, onde Cabo Verde está inserido.

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