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Movimento para Acção Cívica #114 faz protesto silencioso

O Movimento para a Acção Cívica (MAC), formado por um grupo de jovens, marcou presença na manhã desta terça-feira, 20, na cerimónia de deposição de coroa de flores no memorial Amílcar Cabral

O Movimento para a Acção Cívica (MAC), formado por um grupo de jovens, marcou presença na manhã desta terça-feira, 20, na cerimónia de deposição de coroa de flores no memorial Amílcar Cabral, num protesto silencioso para denunciar algumas situações que o país vive nesse momento.

Nas mão, os cerca de 10 jovens empunhavam cartazes com dizeres “Somos Trolhas #114”, “Queremos Cunha e Mama#114”, “6 Mil à toa#114”, entre outros, fazendo claro uso do artigo 114 do regimento da Assembleia Nacional, muito utilizado pelos deputados na defesa da sua “honra”. O protesto ganhou força no momento em que o Presidente da República cumprimentava o corpo diplomático, membros do Governo e Combatentes da Liberdade da Pátria.

“Este é um protesto contra a situação do desemprego, da insegurança, da falta de perspectivas, ou seja, um protesto global. No parlamento, quando os deputados se sentem ofendidos mencionam o artigo 114. Nós também, desse lado estamos a sentir-nos ofendidos, e estamos a mencionar o mesmo artigo”, afirmou Rony Moreira dizendo que Cabo Verde precisa despertar.

O grupo é pequeno, mas Rony Moreira diz que começam, assim, e mostrando que com a iniciativa de alguns jovens em demonstrar que não estão satisfeitos com a situação actual do país, e esperam que outras pessoas fiquem consciencializadas e também protestem.

Depois da cerimónia, e ao dirigir-se aos jornalistas, Jorge Carlos Fonseca afirmou que os protestos são legítimos num Estado de Direito Democrático e que “felizmente” Cabo Verde vive num num regime de liberdade e democracia e ainda que o protesto é um sinal de que o país deve registar e a realidade em que vive este momento. “Podemos trabalhar com mais vigor, mais força com mais lucidez para que possamos, progressivamente, atenuar os sinais menos positivos que temos neste momento, nomeadamente, a nível do desemprego, segurança, sentidos regionais e, num prazo não muito distante, podermos fazer uma democracia mais rentável, um estado mais moderno, um país mais justo e mais competitivo”. CG

 

 

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