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Três bocas eruptivas intensificam caudal das lavas que pode chegar até 4 km – especialista das Canárias

A actual erupção do vulcão do Fogo é do tipo estromboliano, apresentando hoje três bocas muito activas com emissão de lavas mais intensa que podem chegar até quatro quilómetros

A actual erupção do vulcão do Fogo é do tipo estromboliano, apresentando hoje três bocas muito activas com emissão de lavas mais intensa que podem chegar até quatro quilómetros, disse o especialista do Instituto Vulcanológico das Canárias.

Em declarações à Inforpress, Nemésio Perez, que chegou à ilha esta quarta-feira e está, neste momento, em Chã das Caldeiras, afirmou que esta erupção é típica de vulcões como o do Fogo com rios de lava mais intensos e viscosos e emissão de gases acompanhada de material piroclástico.

Os gases dissolvidos coalescem em bolhas que tomam dimensões suficientes para se elevarem através da coluna magmática, libertando-se no topo e enviando magma pelo ar, registando-se a libertação de gases vulcânicos em cada episódio eruptivo, por vezes com intervalos de escassos minutos, explicou.

Pelo que está a observar, o vulcanólogo vê fundamentalmente três bocas eruptivas bastante activas e com fonte de lavas do tipo basáltico, muito mais fluídas e do tipo AA.

Enquanto estudioso do vulcão do Fogo desde 2007 de forma contínua, Nemésio Perez defende que os ciclos eruptivos não são matemáticos, mas admite que se registaram sinais de emissão de gases anómala já em 2009, ao que se seguiu outro registo importante em Março deste ano.

Este especialista do Instituto Vulcanológico das Canárias encontra-se em Cabo Verde para apoiar o país, juntamente com os colegas da Universidade de Cabo Verde, no seguimento da presente erupção de modo a avaliar no terreno a emissão de gases pelo vulcão do Fogo, 19 anos após a última erupção.

Como ainda não são visíveis formações significativas, disse que isso leva a pensar que o magma que está a ser expelido provém de mais de 10 Km de profundidade. A ser assim, o objectivo da avaliação será observar quanta lava está saindo do interior do vulcão com vista a definir se poderá ou não diminuir de intensidade, afiançou o especialista.

Paralelamente, haverá monitorização da emissão do dióxido de carbono durante a presente erupção que, pelas suas características, causa maior escoamento de lavas que tende a destruir tudo o que encontra no caminho e não se move, à semelhança do que aconteceu em 1995.

A única diferença é que as lavas, acompanhadas de dióxido de carbono, escoam com mais intensidade e maior velocidade, lembrou.

Neste momento, em Chã das Caldeiras, são visíveis dois caudais de lava. Um em direcção a Portela, que está sob grande ameaça devido à maior intensidade das lavas em comparação com os quatro primeiros desta primeira erupção do século, e outro rumo a Cova Tina que volta a estar no caminho das lavas.

Além de Chã das Caldeiras, uma chuva de areia fina cai sobre a cidade de São Filipe, acompanhado já do cheiro de enxofre.

Fonte: Inforpress

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