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Comissão Europeia aborrecida com atraso do Aterro Sanitário de Santiago

Carla Montesi, visitou as obras do Aterro Sanitário de Santiago

A directora para a África Ocidental/Central e Direcção Geral para o Desenvolvimento e Cooperação da Comissão Europeia, Carla Montesi, visitou as obras do Aterro Sanitário de Santiago, esta segunda-feira, 17, e mostrou-se preocupada e agastada com os atrasos verificados na entrada em funcionamento dessa infra-estrutura.

Montensi, que se encontra de visita a Cabo Verde, disse aos jornalistas que a sua deslocação ao aterro serviu para tomar pulso ao andamento daquele projecto financiado pela União Europeia, no valor de cinco milhões de euros.

“Tive a oportunidade de discutir e analisar com as autoridades cabo-verdianas o que se pode fazer para colocar este aterro sanitário imediatamente em funcionamento. Porque quando financiamos um projecto o importante é vê-lo a funcionar”, sublinhou.

O presidente da Agência Nacional da Água e Saneamento  (ANAS), Hércules Vieira, fez saber que as autoridades nacionais estão igualmente preocupadas com o arrastar da obra. “Neste momento existem todas as condições para começarmos a operacionalizar este projecto. Até já há um entendimento entre o Governo e os municípios no domínio da transferência dos serviços para aterro”, esclareceu.

Entretanto, Vieira avança que a entrada do funcionamento do Aterro Sanitário de Santiago está a depender ainda da montagem da equipa de gestão e da aquisição dos equipamentos necessários e que isso pode levar ainda mais algum tempo.

“Há todo um procedimento que tem que ser feito, porque os equipamentos devem ser adquiridos no exterior, eventualmente, na Europa ou na Ásia. Mas independentemente disso pode-se iniciar alguma actividade com os equipamentos existentes a nível dos municípios”, acrescentou.

Entre os atrasos apontados resta também por resolver a questão de uma taxa de recolha de lixo que os munícipes vão ter que pagar para garantir a sustentabilidade do projecto. E, neste caso, está-se a estudar a possibilidade de ser a Electra a cobrar por esse serviço.

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