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GAO preocupado com elevada dívida pública cabo-verdiana

O Grupo de Ajuda Orçamental (GAO) aconselhou o Governo a rever a sua política fiscal “expansionista”

O Grupo de Ajuda Orçamental (GAO) aconselhou o Governo a rever a sua política fiscal “expansionista”, criando condições para que a economia possa amortecer e absorver os choques externos. O GAO mostrou-se ainda preocupado com a elevada dívida pública cabo-verdiana e exortou o governo a procurar novos modelos de financiamento.

Apesar de reconhecerem que o Governo começou a diminuir o investimento público, apostando mais no abrandamento fiscal e nas reformas macroeconómicas, os membros do GAO continuam preocupados com o aumento da divida pública que este ano deverá chegar aos 107,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Por isso, o porta-voz do grupo, Luís Maia, aconselha o Governo a procurar outras fontes de financiamento.

“O término dos empréstimos concessionais constitui um desafio para Cabo Verde, devido à sua transição para país de rendimento”, frisou Luís Maia afirmando que o país terá de encontrar outros modelos de financiamento, “menos dependentes da ajuda pública e mais orientados para a mobilização de novos instrumentos financeiros”.

A secretária de Estado das Finanças explicou, por sua vez, que a política orçamental expansionista foi um instrumento utilizado pelo Governo para driblar aos efeitos negativos da crise em Cabo Verde. Uma estratégia que, segundo Esana Carvalho, teve sempre o aval do GAO.

“Também foi acordado com os parceiros, que depois deste período de investimento público expansionista, o Estado estaria no processo de abrandamento, deixando que o sector privado entrasse no processo de continuidade e de utilização das infra-estruturas que foram implementadas”, realçou.

Face à diminuição, pelo sexto ano consecutivo, do investimento directo estrangeiro, o GAO considera que a captação de novos investidores deve ser uma prioridade para o Governo.

A próxima missão do GAO, que integra o Banco Africano de Desenvolvimento, o Banco Mundial, o Reino da Espanha, o Grão Ducado do Luxemburgo, Portugal e a União Europeia, será realizada em Maio do próximo ano.

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