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Normando Pinto, um empreendedor que deixa Paul

Homem de mil ofícios, Normando Pinto fez-se proprietário e produtor de café e da aguardente nas terras de Cabo de Ribeira, no Paul

Homem de mil ofícios, Normando Pinto fez-se proprietário e produtor de café e da aguardente nas terras de Cabo de Ribeira, no Paul, onde chegou a dar emprego a mais de 60 pessoas por semana. Aos 77 anos, não resistiu a complicações renais e faleceu em Portugal na última semana.

Normando Pinto será para sempre lembrado no Paul e em Santo Antão como o homem empreendedor, que dava emprego à muita gente. Nada lhe veio de herança. Fez do trabalho uma forma de vida e com esforço adquiriu propriedades em Cabo de Ribeira, onde produzia café e cultivava cana sacarina para transformar em aguardente.

Caracterizado por seus conterrâneos como humilde, Normando Pinto tornou-se uma figura marcante no Paul, não só pelo facto de se dedicar a mil ofícios –comércio, agricultura, produção de aguardente, transporte de cargas, entre outros – mas também pela forma abnegada como ajudava pessoas de vários estratos sociais.

Chegou a pertencer ao Conselho deliberativo do Paul, correspondente ao figurino actual da Assembleia Municipal, e representou o seu concelho como deputado na Assembleia Nacional, ainda no tempo do partido único.

Por tudo aquilo que representou e representa para o concelho mais pequeno de Santo Antão, Paul juntou-se no último sábado para lhe render uma homenagem sentida na hora do seu enterro. Morreu longe de casa, em Portugal, onde encontrava-se em tratamento devido a complicações renais e outras. Mas, como bom filho que era, voltou à terra-mãe para o eterno descanso.

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