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The economist: Disputa política não compromete estabilidade de Cabo Verde

O The Economist Intelligence Unit (EIU) reitera, mais uma vez, desta feita no seu relatório de 20 deste mês, que o maior risco para a estabilidade em Cabo Verde é uma agitação civil, se as perspectivas económicas se deteriorarem.

O The Economist Intelligence Unit (EIU) reitera, mais uma vez, desta feita no seu relatório de 20 deste mês, que o maior risco para a estabilidade em Cabo Verde é uma agitação civil, se as perspectivas económicas se deteriorarem.

Na óptica desse periódico, sedeado em Londres, se a economia e a criação de emprego continuarem estagnados, o descontentamento e a agitação poderão surgir. “Limitada capacidade do governo para atenuar os choques externos, devido a níveis de endividamento elevados, irá agravar esse risco e é provável que aumente a pressão sobre o PAICV”, escreve o EIU.

A economia de Cabo Verde é “altamente dependente” de fluxos externos, incluindo o turismo, investimento, ajuda e remessas, as quais estão intimamente ligadas ao desempenho económico (principalmente europeu). “Investimento, as ajudas e os fluxos de remessas caíram desde que a recessão da zona do euro em 2012, 13, e vai se recuperar lentamente ao longo do período de previsão”.

Do ponto de vista político, o EIU considera que a rivalidade entre o PAICV e o MpD não representa uma ameaça significativa para a estabilidade política, mas admite que o maior partido da oposição “vai intensificar” a sua crítica às políticas económicas e sociais do governo, para capitalizar a sua popularidade e erodir a do PAICV, que está no poder desde 2001 e “está às voltas com os desafios de uma economia fraca e o aumento do desemprego”.

Em relação à disputa para a liderança do PAICV, o EIU diz que quem ganhar a eleição terá a “difícil tarefa” de liderar o partido nas eleições legislativas de 2016. “O PAICV ganhou três eleições legislativas consecutivas desde 2001, sob a liderança do primeiro-ministro cessante, José Maria Neves. No entanto, suas perspectivas de poder conservar o poder não são tão cristalinas: a desaceleração da economia nos últimos anos erodiu a popularidade do partido, que vai enfrentar uma forte concorrência do MPD, que ganhou eleições municipais, em meados de 2012”.

Esta publicação diz que embora JMN tivesse pedido aos candidatos à liderança do PAICV uma certa contenção no discurso, “é susceptível algum efeito divisionista”.

Entretanto, segundo o EIU, essa luta interna no PAICV e o combate político a ser travado pelo MpD “não prejudicarão a estabilidade de Cabo Verde, que continuará a ser um dos países mais estáveis da África Subsariana no período de previsão 2014/15”.

A recente indigitação de Humberto Brito para o cargo de governador do BCV foi também matéria de análise do EIU.

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