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Corpo de Zezito dente d’oro continua no HAN

Até esta quinta-feira, à noite, volvidos 72 horas da sua morte, ninguém se tinha apresentado na morgue do Hospital Agostinho Neto para levantar o corpo de José Lopes Cabral, mais conhecido por Zezito Dente d’ Oro.

Até esta quinta-feira, à noite, volvidos 72 horas da sua morte, ninguém se tinha apresentado na morgue do Hospital Agostinho Neto para levantar o corpo de José Lopes Cabral, mais conhecido por Zezito Dente d’ Oro. Este foi morto na noite de terça-feira, na Cidadela, num confronto com agentes da Polícia Judiciária. Se, nos próximos dias, o corpo não for reclamado, Zezito será enterrado como indigente.

Ao que tudo indica, a PJ vinha seguindo Zezito e o seu acompanhante, de nome Ady, suspeitos de participarem no assassinato de Isabel Moreira, mãe de Kátia Tavares, inspectora da PJ, a 17 de Setembro.

Através de um comunicado a PJ relata que tudo aconteceu por volta 23 horas, de terça-feira, na zona da Cidadela, quando uma equipa de elementos seus abordou a viatura em que seguia José Lopes Cabral, mcp Zezito Denti d’Oru, suspeito de estar envolvido na preparação de homicídios a funcionários da PJ e do Ministério Público, relacionados com a morte da mãe da Coordenadora de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Zezito, que tinha por hábito vestir trajes de muçulmano, segundo a mesma fonte, era um cadastrado, autor de crimes relacionados com armas de fogo, roubos com recurso à violência, falsificação de cartas de condução e homicídio, tendo ainda estado preso durante oito anos em Portugal, por tráfico de estupefacientes. Tinha 29 anos e terá sido deportado de Portugal.

“Ao contrário do condutor da viatura que não ofereceu qualquer resistência, Zezito optou por resistir às ordens que lhe foram transmitidas, recorrendo à arma que tinha em sua posse, de calibre 9 mm, o que desencadeou um tiroteio, no qual foi ferido um Inspector da Polícia Judiciária, resultando ainda a morte daquele”, diz o comunicado da PJ.

Até ao fecho desta edição, volvidos quase 24 horas da morte de Zezito, ninguém havia aparecido para levantar o corpo do extinto. Isso poderá estar relacionado com o facto de os seus familiares mais chegados viverem em Portugal. Já a casa onde reside Ady, na Cidadela, encontra-se sob a guarda da Polícia.

Apesar de Zezito andar normalmente com trajes muçulmanos as nossas fontes na polícia acreditam que isso não passava de um disfarce, descartando com isso qualquer vínculo sério com o islão. Acredita-se ainda que Zezito chefiava um grupo de assassinos a soldo, sendo ele que fazia o pagamento aos executantes das “encomendas” que recebia.

Apesar da morte de Zezito, a PJ acredita que poderá chegar aos mandantes e executantes da morte de Isabel Moreira, bem como ao caso de um possível atentado não concretizado contra o ex-procurador geral da República, Júlio Martins (ou algum seu familiar).

O certo é que a morte de Zezito acontece numa altura em que as autoridades cabo-verdianas procuram dar sinais de não se intimidar com as ameaças oriundas do mundo do crime.

 

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