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Tubarões vão aos Mambas para decidir passagem ao CAN

Parabéns e logo depois trabalho, muito trabalho. Assim o seleccionador de Cabo Verde, Rui Águas, resume a operação Moçambique que pode selar o apuramento dos Tubarões Azuis ao CAN 2015.

Parabéns e logo depois trabalho, muito trabalho. Assim o seleccionador de Cabo Verde, Rui Águas, resume a operação Moçambique que pode selar o apuramento dos Tubarões Azuis ao CAN 2015.

É que Cabo Verde lidera o Grupo F de apuramento ao CAN 2015, com seis pontos, tendo dois de vantagem sobre o Moçambique com quem vai disputar uma dupla jornada. No sábado, 11, os Tubarões Azuis jogam em Maputo para quatro dias depois receber os Mambas na cidade da Praia.

As contas de apuramento não são difíceis de se fazer: um empate lá e uma vitória cá deixaria as portas do CAN escancaradas a Cabo Verde. Como na matemática do futebol há muitos imprevistos que interferem no resultado, Rui Águas já disse que está contente com as duas vitórias de Cabo Verde em igual número de jornadas, mas que a hora é de labutar porque há mais quatro jogos a disputar e a comemoração faz-se só no fim.

Esse discurso faz lembrar o de Sir Alex Fergusson que, depois de vencer a Liga dos Campeões Europeus pelo Manchester United em 2007, gastou apenas uns segundos para dar parabéns aos jogadores para logo depois cobrar-lhes uma nova presença na final da mais apetitosa taça do futebol do velho continente. A mensagem é de que no desporto de alta competição os resultados vêm do trabalho, de muito trabalho, e quem quer ter sucesso deve almejar sempre mais.

E é essa fome de sucesso que carrega os Tubarões Azuis a Moçambique. Tal como o seleccionador já disse, a qualificação está bem encaminhada, mas não dá para se satisfazer na metade do caminho.

Antes da festa, é suar em campo e melhorar o desempenho da linha intermédia, onde, como se viu nas vitórias sobre o Níger (3-1) e a Zâmbia (2-1), falta alguém que imponha autoridade, dê voz de comando. Sem Toni Varela e com o capitão Marcos Soares ainda fora, por vezes falta serenidade na hora de esfriar as ambições adversárias.

Mas Cabo Verde tem a linha avançada de respeito. Zé Luís está motivado com a titularidade em Braga e com os golos ao serviço da Selecção e na liga portuguesa. Ryan Mendes é sempre sinónimo da velocidade, Heldon “Nhuck”, apesar de não estar no melhor momento no Sporting de Portugal, na selecção traduz-se em esperança de golos e há os jovens a despoletar agora.

Ou seja, com mais segurança defensiva e um sector intermediário mais oleado, os Tubarões Azuis podem almejar pelo menos quatro pontos no duplo confronto com Moçambique e gerir com tranquilidade os restantes jogos do Grupo F com o Níger, em casa, e a Zâmbia, fora. Mesmo porque tanto Níger como Zâmbia têm um ponto cada e correm em desespero atrás de resultados que os levem ao CAN.

Cabe a Cabo Verde gerir a vantagem da liderança com inteligência e trabalho.

Eis a lista dos 22 jogadores convocados para os jogos contra Moçambique:

Guarda-redes: Vozinha (Progresso do Sambizanga – Angola), Kevin Sousa (Nacional da Madeira – Portugal) e Thierry Graça (Benfica B – Portugal).

Defesas: Carlitos (AEL Limassol – Chipre), Jeffrey Fortes ( FC Dordretch – Holanda), Fernando Varela (Steaua Bucaresti – Roménia) , Péck’s (Gil Vicente – Portugal), Gégé (Marítimo – Portugal), Stopira (Videoton – Hungria) e Nivaldo (Teplice – República Checa).

Médios: Calú (Progresso do Sambizanga – Angola), Babanco (Estoril – Portugal), Sita (Recreativo do Libolo – Angola), Nuno Rocha (Universidade Craiova – Roménia) e Kuca (Estoril – Portugal).

Avançados: Garry Rodrigues (Elche – Espanha), Ryan Mendes (Lille – França), Heldon (Sporting CP – Portugal), Djaniny (Santos Laguna – México), Zé Luís (Sporting de Braga – Portugal) e Odair Fortes (Stade Reims – França).

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