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Assassínio de mãe de inspetora da PJ questiona boa governação de Cabo Verde – Ex – PR Pedro Pires

O ex-presidente cabo-verdiano Pedro Pires considerou que o assassinato, em setembro, da mãe de uma inspetora da Polícia Judiciária (PJ), que investigava o caso "Lancha Voadora", é um ato de terrorismo que põe em causa boa governação do arquipélago.

O ex-presidente cabo-verdiano Pedro Pires considerou que o assassinato, em setembro, da mãe de uma inspetora da Polícia Judiciária (PJ), que investigava o caso “Lancha Voadora”, é um ato de terrorismo que põe em causa boa governação do arquipélago.

Pedro Pires, que falava hoje aos jornalistas após um encontro conjunto com o também ex-presidente António Mascarenhas Monteiro com o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, entendeu, por isso, que toda a sociedade cabo-verdiana deve unir-se para defender o Estado de direito democrático.

“(O assassinado da mãe da inspetora da PJ) é uma ameaça ao Estado de Direito cabo-verdiano e um ato de intimidação inaceitável em qualquer Estado. Toda a sociedade deve estar unida para defender o Estado de Direito e a segurança das pessoas”, sublinhou.

Segundo o ex-chefe de Estado (2001/2011) e antigo primeiro-ministro (1975/91), o assassinato de Isabel Moreira, mãe de Cátia Tavares, coordenadora da Secção Central de Investigação de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ cabo-verdiana, põe em causa a boa governação, a imagem, o prestígio e a credibilidade de Cabo Verde.

“Por isso, é crucial que juntemos e que essa mensagem vá nesse sentido: em defesa da boa governação e do estado de direito democrático do país”, prosseguiu Pedro Pires, ao lado de António Mascarenhas Monteiro, que não proferiu quaisquer declarações sobre o assunto.

“As instituições do Estado não podem ser fragilizadas. Têm de ser respeitadas e credibilizadas”, continuou o antigo chefe de Estado, dizendo que está disponível para participar e contribuir para a defesa e respeito pelas instituições do Estado e naquilo que o governo considerar necessário.

Pedro Pires disse que a sociedade cabo-verdiana deve encarar a situação com serenidade e tranquilidade, mas com determinação para dizer “não” a essa “prática criminosa e terrorista”.

Sobre a presença de militares nas ruas da Cidade da Praia, o antigo estadista reconheceu que é algo útil que transmite confiança e segurança às pessoas.

Isabel Moreira, mãe de Cátia Tavares, coordenadora da Secção Central de Investigação de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, foi assassinada no dia 17 de setembro à porta de casa num bairro da Cidade da Praia por encapuzados, que abandonaram o local e até agora não foram encontrados.

Cátia Tavares investiga o “Caso Lancha Voadora”, que foi tornado público a 08 de outubro de 2011, com a maior apreensão de droga de sempre no país: uma tonelada e meia de cocaína em estado de elevada pureza escondida numa cave de um prédio na Achada de Santo António, na Cidade da Praia, e que foi incinerada a 25 do mesmo mês.

A 28 de junho de 2013, o Tribunal da Comarca da Praia condenou nove dos 15 arguidos a penas de prisão efetiva entre os nove e os 22 anos, dando como provadas as acusações de associação criminosa e lavagem de capitais.

O assassinato da mãe da inspetora da PJ, visto como um ato de vingança, já foi condenado pelas autoridades e pela sociedade cabo-verdiana.

Fonte: Lusa

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