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Lágrimas de Lafcádio evolui 20 anos depois

Mesmo mantendo quase todo o elenco, o mesmo encenador e o mesmo texto, o director artístico do Mindelact, João Branco, garante que o Lagrimas de Lafcádio, que pode ser assistido nesta sexta-feira, 26, “não será nem uma reposição, nem uma remontagem”. Mas sim um espectáculo que amadureceu depois da primeira apresentação há duas décadas e que agora acompanha a evolução da violência.

Mesmo mantendo quase todo o elenco, o mesmo encenador e o mesmo texto, o director artístico do Mindelact,  João Branco,  garante que o Lagrimas de Lafcádio, que pode ser assistido nesta sexta-feira, 26, “não será nem uma reposição, nem uma remontagem”. Mas sim um espectáculo que amadureceu depois da primeira apresentação há duas décadas e que agora acompanha a evolução da violência.

A peça “Lágrimas de Lafcádio, que estreou o primeiro Mindelact, em 1995, volta aos palcos nesta sexta-feira, no entanto, como assegura o director artístico deste festival de teatro, não vai ser um espectáculo com cheiro a mofo. “Não será nem uma reposição, nem uma remontagem. Também não vai ser um actor de 40 a fazer um Lafcádio de 20, mas sim esses anos que se passaram vão reflectir nos personagens”, salienta João Branco que adianta ser um espectáculo geracional.

Por essas razões que o encenador Lamberto Carozzi, que confessava algum receio a quando do convite, congratula-se com oportunidade de poder encenar a peça 19 anos depois. “Foi preciso o primeiro contacto para que tudo voltasse outra vez. E essa peça tem muito da cultura de 20 anos atrás, mas tem muito da evolução. É como se esses anos tivessem sido vividos dentro da peça e acompanha  violência que hoje tem outras formas”, explica o encenador italiano que vai estar no Mindelact pela primeira vez, já que em 1995 não esteve presente.

Lamberto Carozzi também afirma-se deveras “impressionado” com a experiência teatral do elenco,  que se manteve em cerca de 90 por cento, mas com alguns deles com anos sem pisar um palco. No entanto, garante o encenador, que estão bem preparados para dar a vida a esse espectáculo que “fala de uma geração que não consegue encontrar outras emoções, uma geração desiludida que se vê sem futuro”, conta Carozzi.

Mais a mais, adianta João Branco que a peça que funde as obras literárias “O Estrangeiro” de Albert Camus e “As Caves do Vaticano” de André Gide, não é nem optimista, nem alegre. Isto porque “mostra a violência que está legitimada até nos meios de comunicação social”.

No entanto, é certo que o público pode ver um bom espectáculo, que é o único durante todo o Mindelact que terá duas apresentações no mesmo dia, 21h30 e 23h. Uma peça que representou a sétima encenação do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo e que por agora pode marcar o regresso de trabalhos conjuntos entre João Branco e Lamberto Carozzi.

LN

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