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Participações da Portugal Telecom em África deverão ficar em Angola

A brasileira Oi, que agora controla a Portugal Telecom, decidiu vender os activos desta em África, entre os quais avulta a participação na angolana Unitel, cujo valor pode atingir 1400 milhões de euros.

A brasileira Oi, que agora controla a Portugal Telecom, decidiu vender os activos desta em África, entre os quais avulta a participação na angolana Unitel, cujo valor pode atingir 1400 milhões de euros.

Avaliada por diferentes bancos de investimento entre 989 milhões de euros e 1400 milhões de euros, a participação de 25% na operadora de comunicações móveis Unitel é a “jóia da coroa” da Africatel, que os accionistas da Oi agora decidiram vender, onde estão também participações em operadoras de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Namíbia.

A agência financeira Bloomberg, citando fontes próximas do processo, afirmou que Isabel dos Santos e outros accionistas da Unitel como a petrolífera Sonangol destacam-se entre os possíveis compradores.

Estes accionistas angolanos da Unitel têm o direito de primeira recusa caso a participação da Portugal Telecom mude de mãos e consideram mesmo que a transferência da mesma para a Oi desencadeou aquela cláusula.

A transferência da titularidade da participação tem sido também o argumento para não pagamento à PT de cerca de 230 milhões de euros em dividendos da Unitel.

Agora presidida por um português, Zeinal Bava, a Oi está em processo de alienação de activos, incluindo participações e infra-estruturas físicas, para reduzir o seu elevado endividamento.

Aquando da fusão PT/Oi, a posição da PT na Africatel terá sido avaliada em três mil milhões de reais, ou seja, cerca de 990 milhões de euros.

No seu relatório financeiro, a Oi atribui à Unitel um preço justo de mercado de cerca de 4 mil milhões de reais (1,8 mil milhões de dólares), mais de 5 vezes o valor de mercado estimado no final do ano passado.

Isabel dos Santos, que teve a PT como parceiro tecnológico no processo de criação da Unitel em 2007, acabou por adquirir uma participação num concorrente português, a Zon, que recentemente se fundiu com outra operadora, a Optimus, dando origem à Nos.

A empresária tem, em simultâneo, vindo a reforçar a presença da Unitel em países africanos onde a Portugal Telecom está presente, mais recentemente em Cabo Verde.

De acordo com uma edição recente do boletim de informação Africa Monitor Intelligence, a operadora de telecomunicações “histórica” cabo-verdiana, CV Telecom, participada pelo Estado e pela Portugal Telecom, está em vias de perder para a Unitel T+ a posição de líder no mercado.

Com uma agressiva campanha de conquista de mercado, a Unitel T+, controlada pela empresária angolana Isabel dos Santos, está a criar dificuldades ao líder de mercado, inclusivamente ao nível da sua rentabilidade, adianta a mesma fonte.

A entrada da Unitel no mercado aconteceu por absorção de uma pequena companhia local, T+, tal como em São Tomé e Príncipe e foi realçada com viagens a ambos os países da sua accionista de referência, Isabel dos Santos, recebida então pelas mais altas entidades.

Em Angola, a Unitel vai investir nos próximos 10 anos mais de 1,5 mil milhões de euros na instalação e expansão das redes de última geração de fibra óptica e comunicações móveis, ao abrigo de um contrato de investimento entre a operadora e a Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP).

Fonte: (macauhub/AO/BR/PT)

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